Mesmo em tempos de crise, educação financeira dos filhos deve continuar

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Com o isolamento social, pais e filhos estão convivendo de forma muito mais próxima. Embora a situação traga desafios, é importante que a educação financeira continue a acontecer dentro de casa, adaptando-se à nova realidade das famílias. 

Afinal, os ensinamentos sobre o assunto podem fazer muita diferença no longo prazo. A opinião é da superintendente de educação financeira da Anbima, Ana Leoni, que participou de uma live promovida pelo Banco BS2. “Quem deseja educar financeiramente os seus filhos deve continuar fazendo isso agora”, afirmou.

Segundo ela, conversar com os filhos sobre o tema é importante em qualquer momento. Agora, diante da necessidade de rever as despesas e se adequar a uma nova realidade econômica, o assunto pode ser trabalhado pela família de forma coletiva.

“É importante envolver os filhos na temática, olhando para o desperdício e mostrando como a casa funciona”, disse.

Durante a live, a especialista deu algumas dicas sobre como os pais de adolescentes devem agir neste momento. Confira as principais:

Chame os filhos para conversar sobre dinheiro

Neste momento, é recomendável chamar os filhos para conversar abertamente sobre a situação financeira. 

Segundo Ana, o tema costuma ser visto como um tabu, mas isso só atrapalha o aprendizado dos jovens. “Temos que discutir o tema com mais naturalidade”, afirma. 

As famílias que sofreram alguma redução na renda devem deixar isso claro para os filhos. Da mesma forma, os mais jovens devem participar dos esforços familiares para economizar neste momento, caso seja necessário. 

De acordo com a porta-voz da Anbima, os pais também podem mostrar para os filhos quais são as despesas da família, e diferenciar as que são essenciais das que são secundárias.

Nesta empreitada, os pais podem contar com apoio do Blu by BS2, aplicativo que ajuda pais e mães a desenvolver as competências necessárias para que os adolescentes se tornem cidadãos com hábitos financeiros saudáveis.

A ferramenta inclui uma série de desafios para que os adolescentes avancem no aprendizado, usando a lógica da gamificação. 

No período de isolamento social, a Blu disponibilizou novos desafios na versão gratuita do aplicativo, alinhados à nova realidade das famílias e às competências fundamentais da educação financeira. 

Reveja os hábitos de consumo

A situação atual também é ideal para as famílias repensarem os seus hábitos de consumo.

Segundo Ana, ainda é muito difícil saber quais serão os efeitos da crise atual e por quanto tempo eles vão durar. Por isso, é interessante mostrar aos filhos formas mais racionais de consumo. 

“Quem está acostumado a pedir comida delivery todos os dias pode diminuir para duas vezes por semana. Quem pede duas vezes por semana pode reduzir para uma vez”, exemplifica. Segundo ela, é importante que crianças e adolescentes compreendam que tudo na vida envolve um processo. 

A alimentação, por exemplo, começa com o preparo do alimento e termina quando se lava a louça. “Da mesma forma, o dinheiro que cai na mesada foi gerado por meio do trabalho, e tudo isso deve ficar claro”, afirma.

De acordo com o economista e co-fundador do Blu by BS2, Marcos Figueiredo, é muito importante trazer uma consciência maior sobre o consumo. Para os pais, isso significa colocar limites nos filhos.

“Por que não ensinar os filhos a cozinhar alguma coisa? Desta forma eles começam a perceber que não existe mágica, tudo envolve trabalho”, destaca. Segundo ele, este tipo de iniciativa é uma forma de educação financeira.

Mantenha a mesada, mas com regras

Caso a condição financeira da família permita, o ideal é manter o pagamento de mesada para os filhos. 

Mesmo que a família não esteja saindo de casa, é importante pagar a mesada para que o aprendizado financeiro continue. Segundo Ana, este é um bom momento de mostrar que nem todo dinheiro deve ser destinado ao consumo. 

Segundo Figueiredo, do Blu, a mesada é uma ferramenta fundamental de educação financeira dos jovens. Ele orienta que ela deve ter um valor adequado à realidade da família. 

No entanto, os pais devem deixar claro que existem algumas regras para o uso do dinheiro. 

Isso porque até mesmo os adultos são obrigados a respeitar algumas regras na hora de gastar dinheiro. “Primeiro tenho minhas contas, compromissos e objetivos, para só depois usar uma pequena parte de forma mais livre”, explica. 

Isso não significa, no entanto, que os filhos não podem errar. Na verdade, Ana defende que os pais deixem os filhos cometerem erros. “É melhor que cometam erros agora, em um ambiente controlado, do que no futuro”, diz. 

Para quem se sente inseguro sobre o assunto, existe um conselho que vale mais que todos. Segundo Ana, é sempre importante lembrar que a educação ocorre por meio do exemplo. 

Por isso, se os pais tiverem uma relação saudável com seu dinheiro, os filhos acabarão aprendendo. “Exemplo não é a melhor forma de educar, mas é a única”, destaca.

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