Saiba o que está acontecendo com a economia brasileira e quais as ações que os investidores devem tomar

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on email
Share on whatsapp
Share on telegram

Diante de tudo o que se tem noticiado nos jornais, ficamos um pouco confusos e até assustados sem saber o que vai acontecer com a economia brasileira e mundial. De repente o coronavírus (COVID-19) chegou e as bolsas de valores começaram a ficar muito voláteis.

Essa é uma situação que lembra 2008, mas agora lutamos contra algo invisível que está gerando consequências na economia mundial e levando muitas pessoas a ficarem internadas em hospitais ou em isolamento social. Então, saiba que você não está sozinho nessa, pois muitos outros investidores também estão apreensivos.

Mas o que realmente está acontecendo? Como as bolsas caíram tanto? E como está o impacto para os investidores que têm títulos comprados em renda fixa e variável? Essas são algumas das perguntas que responderemos neste artigo. Curioso? Então, acompanhe a leitura.

O que o coronavírus tem a ver com as quedas na bolsa?

Vamos começar do início, falando sobre o que exatamente o COVID-19 fez para que as bolsas do mundo inteiro entrassem em queda. Como sabemos, o coronavírus começou na China, no final de 2019. 

No início, não sabíamos como o vírus se comportava. Com o passar dos dias percebemos que o seu ponto forte é o poder de proliferação, devido a rapidez. Assim, em pouco tempo os números de pessoas infectadas na China cresceu, fazendo o governo chinês impor a supressão.

Dessa forma, as pessoas de Wuhan, o epicentro da epidemia, tiveram que ficar em casa. A cidade parou. Outras cidades em torno e algumas outras que não estavam em torno, mas que tinham pessoas infectadas também pararam. As fronteiras dessas cidades também foram fechadas. 

Diante dessa situação, as fábricas pararam. Aliás, a Nasa afirmou que, segundo os seus satélites de monitoramento de poluição, os níveis de dióxido de nitrogênio diminuíram bastante na China nesse período de supressão. 

Como a China é a segunda economia mundial e também é uma grande exportadora de suprimentos, podemos imaginar o que aconteceu. A produção diminuiu, o que fez com que a exportação também diminuísse. Dessa forma, os investidores que tinham alguma ação em empresas chinesas, já especulando que poderia haver uma crise na economia chinesa, começaram a vender suas ações.

Após a China, o vírus se espalhou para a Coreia do Sul, Irã e Itália. Dessa forma, as economias desses países também foram afetadas. Aliás, a Itália se tornou o novo epicentro do vírus. Nesse meio tempo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou que estamos vivendo uma pandemia.

Diante desse cenário, os investidores continuaram a vender suas ações. Quando mais ações são vendidas do que compradas, temos uma queda na bolsa dos países em questão. 

Mas como tudo isso fez com que a bolsa do Brasil também caísse? 

A situação da economia brasileira

Bem, o COVID-19 continuou se espalhando para os outros países, pois as pessoas viajam. Dessa forma, ele chegou ao Brasil. 

Em meio a tudo isso, o Brasil passava por um momento importante que era a votação por parte do Congresso Nacional do projeto de lei que amplia o acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC). O presidente Jair Bolsonaro havia vetado esse projeto de lei. Porém, o Congresso Nacional, em 11 de março, derrubou o veto do presidente. 

Essa medida ocasionaria um gasto de R$ 20 bilhões nas contas públicas. Dessa forma, os investidores resolveram tirar seus investimentos do Brasil, por entenderem que sua economia estava instável. 

Nesse cenário, desde o dia 10 de março até o dia 18, a Bolsa de Valores de São Paulo (B3) teve seis circuit breaker. O circuit breaker é acionado quando o índice da bolsa cai para menos de 10%. Dessa forma, todas as operações na bolsa de valores são interrompidas por 30 minutos para acalmar a volatilidade excessiva do mercado financeiro.

No dia 12 de março, a bolsa brasileira baixou para 60 mil pontos, o mais baixo em 3 anos. Após isso, ela voltou a subir lentamente, mas ainda segue muito oscilante.

Aliado a toda essa crise na economia brasileira e mundial, há um fator para fazer com que as bolsas do mundo inteiro ficassem em queda: o preço do petróleo.

Por que o petróleo baixou tanto de preço?

Em meio à crise econômica ocasionada pelo coronavírus, a Arábia Saudita e a Rússia, dois dos principais produtores de petróleo do mundo, entraram em uma guerra de preços. O que motivou inicialmente dessa situação foi a baixa demanda do petróleo, já que as pessoas começaram a ficar em casa.

Dessa forma, de acordo com a lei da oferta e da procura, com a demanda baixa, o produto sobra e o preço cai. Ao ver essa situação acontecendo, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), junto de aliados, discutiram sobre como controlar o preço do barril. O acordo decidido foi de diminuir a produção.

Porém, a Rússia, que não faz parte da Opep não concordou com a decisão e com isso, a Arábia Saudita, que é líder da Opep diminuiu os preços do petróleo e ampliará a produção em abril.

Dessa forma, o preço do barril chegou a recuar de US$ 60 para US$ 30. Essa queda diminuiu a receita de países que produzem o combustível fóssil, o que inclui o Brasil. Visto isso, os investidores que já estavam receosos com o Covid-19, viram mais um motivo para venderem suas ações, o que impactou nas bolsas de valores no mundo inteiro.

Quais são as consequências da baixa do preço do petróleo para a economia brasileira?

No Brasil temos a Petrobrás, que é a empresa estatal que faz a extração e venda do nosso petróleo. Com a queda do preço dessa matéria-prima, o lucro da empresa ficou prejudicado. Isso afastou os investidores que tinham ações na Petrobrás. 

Do dia 20 de fevereiro de 2020 até o dia 19 de março do mesmo ano as ações da Petrobrás caíram 40%. Isso se deve ao fato dos investidores terem vendido muitas das ações da empresa.

Essa venda em excesso, não só da Petrobrás, mas de outras ações, auxiliou na queda do índice da bolsa. Ou seja, o Brasil está se tornando um lugar pouco confiável para se fazer investimentos. Por conta disso, estamos presenciando um dólar acima dos R$5, que é outra prova de que a economia brasileira não está em seu melhor momento.

Quais são os possíveis impactos que a supressão pode provocar nas PME’s?

A grande questão é que os casos de pessoas infectadas no Brasil está no início, se comparado ao que aconteceu na China e na Itália. Dessa forma, os governadores e prefeitos começaram a tomar medidas preventivas para que o COVID-19 não se espalhe ainda mais.

Os estados de São Paulo, Santa Catarina, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Bahia, Pernambuco e Rio de Janeiro, juntamente com Distrito Federal, decretaram algumas medidas para conter a proliferação do coronavírus.

Entre essas medidas estão o fechamento do comércio (exceto mercados e farmácias), suspensão de eventos públicos e privados, suspensão das aulas, fechamento de fronteira, entre outros. Tudo isso para fazer com que mais pessoas permaneçam em casa.

Dessa forma, as pequenas e médias empresas serão afetadas economicamente. Uma vez que, não poderão vender pelo período em que estiverem fechadas. Além de não venderem, precisarão continuar pagando as contas, como luz, aluguel e salário dos funcionários. 

Para minimizar um pouco esse período em que elas permanecerão fechadas, o governo decretou algumas medidas para ajudar os donos de empresas, como o atraso no recolhimento do Simples Nacional e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) por três meses. Além disso, o governo está analisando novas medidas para proteger as empresas, como o corte de jornada e salários em até 50%. 

As empresas em que os funcionários podem continuar trabalhando de casa são as que são menos afetadas pela crise. Afinal, elas podem fechar o espaço físico, mas continuam com o trabalho de forma remota.

De uma forma ou outra, a economia brasileira pode ser afetada por toda essa crise que estamos passando. E só conseguiremos ver a proporção de suas consequências quando ela passar.

O que tem ocorrido no mercado de investimento fixo e variável?

Diante de toda essa situação complexa em que estamos passando na economia brasileira e mundial, muitos investidores não sabem o que fazer com seus investimentos. Será que é hora de vender as ações ou comprar? E o que fazer com o dinheiro investido em renda fixa?

Em relação à renda variável, apesar de muitos investidores estarem vendendo suas ações, é hora de ter calma e paciência. O mercado financeiro tem seus altos e baixos. Podemos ver isso ao analisarmos a nossa história, com as quedas que já aconteceram na bolsa, como em 1971, 1986, 1997 e 2008. Sempre após a crise a bolsa se reergueu. Em algumas delas isso levou mais tempo que outras.

Por isso, nesse momento, é hora de deixar suas ações onde estão e esperar a crise passar. Se você vender suas ações agora, só irá perder dinheiro. 

Agora, se esse é um bom momento de investir em ações, por conta da baixa nas bolsas de valores pelo mundo? Não há uma resposta certa para essa dúvida. Mas se você quiser investir, faça aos poucos. Invista uma quantia pequena por mês. Isso porque, as ações podem baixar ainda mais. 

Já quem tem investimentos em renda fixa, também deve estar preocupado. Ainda mais porque a taxa Selic caiu para 3,75%. Porém, também é preciso ter paciência e calma. Se você tem dinheiro investido em Tesouro Pré-Fixado ou IPCA, que não tem vencimento para este mês em questão, vai perder dinheiro se vender os títulos. 

Se você tiver investimento em Tesouro Selic, saiba que o rendimento vai ser menor, mas não é preciso vender os títulos, só se for necessário para casos de emergência. Afinal, o Tesouro Direto é o investimento mais seguro e com o término da crise ele tende a aumentar sua rentabilidade.

E se por acaso, seu investimento estiver em CDBs, verifique se a instituição bancária está assegurada pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito). Se sim, pode ficar tranquilo, pois se a instituição bancária falir, o FGC garante que até 250 mil reais por instituição e por CPF sejam devolvidos ao investidor.

Esse é um momento em que a economia brasileira e mundial está em crise, mas precisamos manter a calma e pensarmos que ela vai passar. Quando essa situação passar, as bolsas também começam a ficar mais estáveis e a subir novamente. O mesmo espera-se para a economia brasileira. Por isso, se você tem investimentos, haja com calma e sempre pensando a longo prazo.

Compartilhe este artigo em suas redes sociais para que os seus amigos também possam entender o que está acontecendo na economia brasileira e mundial e, assim, ficarem mais tranquilos.

Posts Relacionados

Deixe o seu comentário abaixo

Siga a gente nas redes sociais

Posts mais lidos

Posts recentes