Entenda, de uma vez por todas, como funciona o IOF

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Entenda, de uma vez por todas, como funciona o IOF

A última coisa que queremos incluir como tarefa, especialmente neste momento delicado de pandemia, é a conferência do extrato bancário. Não o saldo, mas todas as taxas e os encargos, alguns com siglas quase indecifráveis. Mas fazer essa lição de casa é imprescindível para não ter surpresas desagradáveis no fim do mês. E o IOF faz parte dessa lista de checagem.

O IOF não nasceu ontem. Foi criado no governo Itamar Franco, em 1994, com o objetivo de desencorajar a especulação financeira da época. O cenário mudou e o imposto sobreviveu. 

A sigla IOF é pequena, mas o nome completo impõe respeito – Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários. À parte a formalidade, para você basta saber que IOF é simplesmente Imposto sobre Operações Financeiras e está presente na vida financeira de todo cidadão. Esse simples fato é razão mais que suficiente para reservar alguns minutos e ler esse post. 

Quando o IOF é cobrado?   

Em todas as operações que você fizer, a cobrança do imposto será realizada. Por exemplo:

  • Ao usar o cheque especial;
  • Toda vez que faz compras com o cartão de crédito, seja no país ou no exterior;
  • Nos seus investimentos;
  • Nas operações cambiais;
  • Quando pedir empréstimo, financiamento e parcelamento. 

IOF sobre investimentos     

Quando se trata de investimentos, a regra do Imposto sobre Operações Financeiras é implacável. Simples assim: quanto mais tempo você deixar a sua aplicação rendendo, melhor. Se sacar o valor em menos de 30 dias, o IOF pode abocanhar até 96% do rendimento. Passado esse período, o imposto zera. São isentos do IOF: Poupança, LCI (Letras de Crédito Imobiliário) e LCA (Letras de Crédito do Agronegócio). 

IOF no cartão de crédito     

No caso do cartão de crédito, a coisa mais importante (e estratégica para o bolso!) é pagar sempre em dia a fatura. De preferência, no valor integral. Desse modo, não será cobrado o IOF. Quando cai no rotativo, o cenário muda para a taxa de 0,38% sobre o valor e 0,0082% diários, até zerar a dívida.  

Para quem utilizar o cartão de crédito no exterior, o IOF sobe para 6,38% sobre o valor da compra. Considere essa regra, ainda que tenha feito a compra daqui do Brasil, pela internet. 


IOF em empréstimos, seguros e operações de câmbio 

Quem solicita um empréstimo precisa incluir nos cálculos um IOF de 0,38% sobre o valor solicitado, e ainda somar 0,0082% diários.
Dica: Para compras, opte pelo pagamento de parcelas sem juros, ou pense em usar o cartão da loja. Essas situações são isentas do Imposto sobre Operações Financeiras.

No contrato de seguros, o IOF exige muita atenção, pode a taxa cobrada parte de aproximadamente 7,38% e pode disparar para salgados 25%, no caso de bens como carro. Se for seguro de pessoa, o imposto é de 0,38%. 

Moedas estrangeiras em espécie, seja compra ou venda, têm a operação taxada em 1,1%. 

Como é feito o cálculo do IOF?

Antes de pegar a calculadora, entenda que o IOF não tem nada a ver com juros. Há quem confunda juros com a taxa cobrada sobre as operações financeiras. Por isso, não custa reforçar.  

Sempre que você atrasar o pagamento, por exemplo, do boleto do cartão de crédito, das faturas de parcelamento, terá o ônus do Imposto sobre Operações Financeiras. Além do percentual para cada tipo de operação, será incidido também um valor diário enquanto houver atraso. Vamos aos exemplos:

Cheque especial: 0,38% mais e 0,0082% diários até que o saldo saia do vermelho;

Cartão de crédito: 0,38% sobre o valor e 0,0082% diários, até zerar a dívida;

Cartão de crédito internacional: 6,38% sobre o valor da compra;

Empréstimo e financiamento: 0,38% sobre o valor solicitado e 0,0082% diários.

Seguros: 7,38% até 25%. Para seguro de pessoa, o imposto é de 0,38%. 

Investimentos: De 96% a 0%, conforme o tempo que demorar em sacar. Depois de 30 dias, não há mais imposto incidido. 

Câmbio: 1,1% sobre o valor da moeda (compra ou venda). 

Conclusão

Como ficou claro, é impossível evitar o IOF, embutido em todas as operações financeiras, assim como as calorias estão presentes em qualquer alimento que a gente queira ingerir.  

No caso do IOF, vale dizer que é um imposto federal e, por isso, pode ser modificado por decreto pelo presidente. Entender em que medida ele vai atuar nas suas finanças é o primeiro passo para desenvolver um pensamento estratégico de como usar, por exemplo, um cartão de crédito, um cheque especial ou antes de tomar uma decisão quanto ao tipo de contrato que deseja assinar. 

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