Fundos de crédito privado: momento é de oportunidade

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A queda vista em alguns fundos de crédito privado nos últimos dias deixou muitos investidores preocupados, refletindo o alto nível de incerteza do mercado. 

Isso ocorreu porque a demanda por compras no mercado secundário secou, em meio à pandemia do coronavírus.

Mas basta um olhar mais atento para compreender que não se trata de um problema, já que o risco de crédito das empresas não aumentou em fundos que investem em empresas de primeira linha

Na verdade, esta é uma ótima oportunidade para o investidor de longo prazo.

Veja como aproveitar este momento:

Os títulos estão pagando mais 

Assim como está acontecendo em outros mercados, o momento de baixa no valor das cotas é uma boa oportunidade para os investidores de longo prazo aumentarem sua exposição no mercado de títulos de dívida privados.

No caso do fundo BS2 Butiá Top Crédito Privado FIC FIF, o carrego dos papéis, ou seja, a taxa que o fundo paga acima do CDI, está em níveis bastante atrativos, em CDI + 1,33%. Antes da crise do coronavírus, em janeiro, a taxa era de CDI + 0,95%.

Gerido pela Butiá Investimentos e disponível para os clientes da plataforma digital do Banco BS2, este fundo compra títulos de dívida de empresas de primeira linha (classificados como baixo rilisco de crédito), concentrados em rantings ‘AAA’ e ‘AA’, e títulos emitidos pelo governo federal. 

Segundo o sócio-fundador da Butiá Investimentos, Rodrigo Dias, o carrego destes fundos ficou muito atrativo para o investidor, principalmente quando se leva em conta a qualidade de risco de crédito da carteira.

A aplicação mínima no fundo Top Crédito Privado é de R$ 500, e a taxa de administração é de 0,5% ao ano. Ele é voltado para investidores com perfil de risco conservador.

Vantagem no fundo de debêntures incentivadas 

Outro fundo da Butiá que ficou mais atrativo neste momento foi o Butiá Debêntures FI-Infra Renda Fixa LP, que investe em debêntures incentivadas. Este tipo de debênture conta com incentivo fiscal porque é voltada para financiamento de obras de infraestrutura.

Antes de crise, o carrego da carteira do fundo estava em IPCA+ 3,20%, mas agora subiu para IPCA + 5,20%.

Este fundo também está disponível na plataforma digital do BS2, com aplicação mínima de R$ 500 e taxa de administração de 1% ao ano. O fundo de debêntures incentivadas é voltado para investidores com perfil de risco moderado.

Banco Central ajudou

Para ajudar a trazer a demanda de volta para o mercado de debêntures, o Banco Central anunciou medidas para incentivar os bancos a atuarem no mercado secundário adquirindo as debêntures. 

A intenção é dar maior liquidez e contribuir para amenizar a disfunção dos preços dos títulos. 

Para isso, criou uma linha para os bancos de R$ 91 bilhões, onde seriam dados esses papéis em garantia.

Os agentes do mercado mantêm contato com o BC para que aprimore essa medida, já que ela está atrelada a um percentual do compulsório dos bancos. 

Também existem conversas para que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) volte a comprar mais ativamente neste mercado.

Volatilidade deve seguir

A forte volatilidade vista neste mercado deve continuar no curto prazo, segundo Dias. Para ele, a normalização só deve ocorrer quando o mercado secundário voltar a ter compradores.

Isso é esperado somente quando a crise relativa à pandemia mundial der sinais de melhora ou quando as medidas do governo forem mais efetivas.

A boa notícia é que os fundamentos por trás do fundo de crédito permanecem positivos. Ou seja, apesar da queda no valor das cotas, o risco de crédito das companhias emissoras de debêntures segue baixo.

O executivo da Butiá destacou que a gestora faz um acompanhamento constante com as empresas investidas, e que todas estão se comportando bem nos testes de stress. 

Lição de casa em dia

De acordo com Dias, outro ponto positivo é que as grandes empresas brasileiras passaram por um processo de desalavancagem nos últimos anos, com redução da dívida e fortalecimento do caixa. 

Isso reduz o nível de preocupação sobre a capacidade de honrarem suas dívidas. 

“No nosso fundo temos empresas de grande porte com alta classificação de risco. Mesmo com o cenário de deterioração da economia, são empresas que tendem a sair mais fortes lá na frente”, explica.

O Banco BS2 é sócio da Butiá desde fevereiro do ano passado, quando anunciou a compra de 30% da gestora.

Os correntistas do banco BS2 têm acesso a quatro fundos da Butiá na plataforma digital. Além dos fundos de crédito privado high grade e de debêntures incentivadas, existe ainda um fundo multimercado macro e um fundo de ações long only.

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