Fundos de crédito vivem volatilidade, mas fundamentos seguem sólidos

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Muita gente investe em renda fixa pensando que este mercado não enfrenta volatilidade. Na verdade, não é bem assim. Ativos de renda fixa também sofrem oscilações, principalmente em momentos de turbulência como o atual.

Os fundos de crédito privado, que investem em títulos de dívida emitidos por empresas, chamaram atenção dos investidores devido ao aumento da incerteza com o cenário econômico. 

Embora pareça uma má notícia, o recuo no valor das cotas não significa que o risco de crédito das companhias que fazem parte da carteira destes fundos tenha aumentado.

Na verdade, a volatilidade reflete apenas a insegurança dos mercados em geral. Entenda o que está acontecendo:

Como funciona um fundo de crédito

Para financiar suas operações, as empresas emitem títulos de dívida. Em troca, se comprometem a pagar de volta para o investidor o valor investido mais juros. Os fundos de crédito privado compram estes títulos, que são principalmente debêntures, e remuneram os seus cotistas.

Ao mesmo tempo, as debêntures podem ser compradas e vendidas no mercado secundário. Este secundário reflete, entre outras coisas, o sentimento geral do mercado sobre a situação econômica e a qualidade de crédito das empresas.

Por exemplo, em meio ao coronavírus, os investidores reduziram as compras dos títulos de crédito privado.

Em outras palavras, o mercado secundário “secou”. Isso é o que está causando a queda nas cotas dos fundos de crédito neste momento.

O medo do risco também está afetando outros mercados, como o de ações, juros e câmbio.

Oscilação não reflete risco de crédito das empresas

Apesar da queda momentânea nas cotas, as empresas que compõem os portfólios seguem com os fundamentos sólidos.  

Isso vale principalmente para os fundos de crédito que compram títulos de empresas de baixo risco, como é o caso do fundo BS2 Butiá Top Crédito Privado FIC FIF. 

Gerido pela Butiá Investimentos e disponível para os clientes da plataforma digital do Banco BS2, este fundo compra títulos de dívida de empresas de primeira linha (high grade, em inglês), chamadas de baixo risco de crédito e concentradas em ratings ‘AAA’ e  ‘AA’, e títulos emitidos pelo governo federal. 

Estas três classes representam 90% da carteira do fundo. “Estamos observando a ausência de compradores no mercado secundário de títulos privados, o que vem gerando disfunção nos preços dos ativos, mas isso não reflete a qualidade do risco de crédito das empresas”, destaca o sócio-fundador da Butiá Investimentos, Rodrigo Dias. 

Nas últimas semanas, a Butiá está em contato constante com as empresas investidas para ter clareza sobre o cenário. Para isso, são traçados cenários de stress para testar a capacidade de pagamento das dívidas das empresas diante de uma eventual queda na receita. 

“Fazemos esta vigilância sistemática, e todas as empresas têm suportado os testes de stress”, destaca.

Vantagem de investir via fundos

A proximidade entre a Butiá e as empresas investidas é um bom exemplo das vantagens de se investir em crédito privado via fundo de investimento. 

Isso porque um investidor individual dificilmente teria condições de analisar as empresas de perto, enquanto uma gestão profissional permite um acompanhamento regular. 

“Temos acesso direto às empresas, inclusive aos diretores financeiros, e muitas vezes aos CEO”, diz. Além de discutir a estratégia e os novos projetos das companhias, a situação de curto prazo está sempre na pauta.

Segundo ele, é importante que os cotistas dos fundos mantenham a calma neste momento. “Tenha paciência e preserve suas posições porque o mercado tende a se normalizar. Os compradores deste mercado vão voltar, dado à alta atratividade das taxas dos títulos”, explica.

Diversificação é a chave

Outra vantagem de investir em cotas de fundos de crédito privado é a possibilidade de diversificação. 

Para se ter ideia, o fundo BS2 Butiá Top Crédito Privado FIC FIF investe em empresas de diferentes setores da economia, sendo que nenhum deles ultrapassa 10% do portfólio. 

A única exceção é o setor financeiro, que representa 20% da carteira. “Desta forma minimizamos o risco de uma companhia ou setor específico”, explica. 

O Banco BS2 é sócio da Butiá desde fevereiro do ano passado, quando o banco anunciou a compra de 30% da gestora.

Os correntistas do banco têm acesso a quatro fundos da Butiá na plataforma digital. Além do fundo de crédito, estão disponíveis fundos multimercado macro, ações long only e debêntures incentivadas.

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