Imposto de renda 2020: o manual para a declaração

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Logo nos primeiros meses do ano, a declaração de Imposto de Renda é uma das principais preocupações do contribuinte brasileiro. Preencher e enviar o documento corretamente são passos indispensáveis para cumprir suas obrigações com a legislação e garantir tranquilidade durante todo o ano. Por isso, é fundamental saber como declarar o Imposto de Renda 2020.

Saiba que mesmo não optando pela ajuda de um contador, é possível realizar tudo corretamente e sem dúvidas. Para isso, é essencial ficar por dentro dos prazos e das regras específicas para cada caso.

Não perca tempo! Veja esse manual para a declaração de Imposto de Renda 2020 e saiba como fazê-la.

Afinal, o que é o IRPF?

O Imposto de Renda de Pessoa Física tem apuração anual, por meio de uma declaração e incide sobre diversos rendimentos e valores recebidos pelos cidadãos. Nessa modalidade, são tributáveis montantes como salários, benefícios, investimentos e outras rendas.

Quem estiver obrigado a fazer a declaração deve respeitar as regras de apresentação de rendimentos e os prazos. A Receita Federal cruza os dados recebidos com informações de muitas outras fontes, como do sistema bancário.

Se houver alguma dúvida ou incoerência, você pode cair na malha fina. Nesse caso, será necessário fornecer comprovações adicionais para os valores, sob o risco de ter que pagar multas ou imposto extra.

Qual a diferença para o IRPJ?

Mas fique de olho! O IRPF não é a mesma coisa que o IRPJ, que significa Imposto de Renda de Pessoa Jurídica. Essa segunda opção é cobrada exclusivamente de empresas que atendem a certos regimes de tributação.

Quem for dono de um negócio tem que ter atenção redobrada, pois é preciso fazer o IRPJ da empresa e, também, o IRPF em relação aos ganhos obtidos como pessoa física. Os prazos, as regras e as alíquotas são diferentes, então é recomendado ter cuidados extras.

Quem deve declarar? E quem tem isenção?

Apesar de ser um dos impostos federais mais importantes e abrangentes, o IR não atinge todos os cidadãos. Há contribuintes isentos, que não precisam pagar impostos e devem apenas enviar uma declaração simplificada de isenção.

Por outro lado, é essencial conhecer quais são as condições que obrigam a declaração de impostos conforme manda a lei. Todas as regras para o IR 2020 são referentes ao ano de 2019. Confira quem deve declarar:

  • contribuintes que tiveram renda anual superior a R$ 28.559,70, em 2019;
  • pessoas que tiveram rendimentos isentos ou tributados na fonte acima de R$ 40 mil;
  • trabalhadores rurais com receita bruta acima de R$ 142.798,50;
  • proprietários de bens com valor total superior a R$ 300 mil;
  • novos residentes brasileiros;
  • quem tiver aproveitado a isenção de imposto ao vender imóvel para comprar outro, dentro de 180 dias da primeira operação;
  • quem obteve ganho ao alugar imóvel ou alienar qualquer bem ou direito;
  • quem tiver realizado operações na Bolsa de Valores.

É importante conferir em quais regras você se encaixa, já que o valor de recebimento anual não é a única possibilidade. Desse modo, você não corre o risco de deixar de enviar a declaração e, assim, ficar em situação irregular.

Como é a tabela do IR com suas alíquotas?

A tabela de Imposto de Renda é dividida em faixas, e quem recebe mais, também paga um valor maior. No entanto, a distribuição permanece igual desde 2015, sem que ocorram reajustes.

Para o Imposto de Renda 2020, a tabela referente a valores anuais é a seguinte: 

Valores anuaisAlíquota
Até R$ 22.847,76isento
De R$ 22.847,77 a R$ 33.919,807,5%
De R$ 33.919,81 a R$ 45.012,6015%
De R$ 45.012,61 a R$ 55.976,1622%
Acima de R$ 55.976,1627,5%

Como referência, você também pode utilizar o valor de renda mensal para ter uma ideia dos gastos. Confira a tabela:

Valores mensaisAlíquota
Até R$ 1.903,98 isentoisento
De R$ 1.903,99 a R$ 2,826,657,5%
De R$ 2.826,66 a R$ 3.751,0515%
De R$ 3.751,06 a R$ 4.664,6822,5%
Acima de R$ 4.664,6827,5%

A tributação acontece de maneira progressiva. Quem ganhou um total de R$ 30 mil no ano, por exemplo, terá o valor isento descontado. Com isso, apenas o montante de R$ 7.151,24 é tributado em 7%.

Qual é o prazo de entrega do Imposto de Renda 2020?

O encerramento da entrega do IR em 2020 se dará em 30 de abril, às 23h59, pelo horário de Brasília. A declaração pode ser enviada antes, já que o programa está disponível para download.

Outro prazo importante tem a ver com a inclusão do débito automático para a primeira parcela, em caso de imposto devido. O prazo vai até 10 de abril (contra 30 de março, no ano passado). Se você fizer a entrega após esse período, a primeira parcela só poderá ser paga pela guia emitida pelo programa da Receita Federal.

É essencial cumprir o prazo, pois enviar a declaração com atraso pode levar a multas e cobranças de juros. Além disso, não enviar a declaração de imposto fará com que você se torne irregular perante a Receita Federal, o que pode afetar seu CPF, seu passaporte e outros direitos.

Quais são os lotes de restituição do IR?

Entre quem deve imposto para a Receita Federal, é comum pagar um valor maior que o necessário após a declaração. A própria Receita faz a conferência ao cruzar o pagamento com a declaração. Se o valor devido for menor que o montante pago, há uma devolução da diferença, na chamada restituição do Imposto de Renda.

Ela é liberada em lotes para os contribuintes que têm direito, sendo que cada um deles tem uma data específica. Para o Imposto de Renda 2020, a liberação vai começar mais cedo (vai passar de junho para maio) e terá menos lotes (5, em vez dos 7 tradicionais). Confira as datas de liberação:

  • 1º lote de restituição: 29 de maio de 2020;
  • 2º lote de restituição: 30 de junho de 2020;
  • 3º lote de restituição: 31 de julho de 2020;
  • 4º lote de restituição: 31 de agosto de 2020; e
  • 5º lote de restituição: 30 de setembro de 2020.

Como elaborar a declaração corretamente?

Fazer a declaração da maneira adequada é essencial para evitar a necessidade de realizar retificações após o envio, por exemplo. Também é o melhor caminho para reduzir os riscos de encarar a malha fina e, portanto, a exigência de apresentar explicações complementares.

Após baixar o programa no site da Receita Federal, é hora de começar a preencher a declaração e seus devidos campos. A seguir, veja algumas dicas para acertar na elaboração.

Decida entre a declaração completa ou simplificada

Há dois modelos principais para o Imposto de Renda 2020: a declaração completa e a versão simplificada. Na alternativa simples, você abre mão de todas as deduções, mas tem direito a um valor único de até 20%, com limite R$ 16.754,34.

Já a declaração completa é mais indicada para quem tem dedutíveis da base de cálculo. Se você tiver dependentes ou alguns gastos autorizados, como os valores com saúde, essa alternativa pode ser interessante.

Porém, fique atento: no Imposto de Renda 2020, o pagamento de INSS a trabalhador doméstico (a chamada contribuição patronal) já não pode ser deduzido do total a ser pago.

Adicione todos os seus documentos

Depois de selecionar o tipo de declaração e criar um modelo, é hora de preencher as informações com seus documentos. O ideal é separar toda a documentação previamente, para facilitar o trabalho.

São pedidas informações de identificação, como nome completo, identidade e CPF — inclusive, dos dependentes. Para a declaração de Imposto de Renda 2020, há um novo campo que exige a apresentação dos dados bancários, com nome do banco, agência e número da conta.

Inclua todos os rendimentos nas partes específicas

Como as informações são cruzadas pela Receita Federal, você deve incluir todos os rendimentos lançados por pessoas jurídicas. Ou seja: toda empresa que tiver pago algum valor a você, esta deve ser incluída na declaração.

Adicione os números em “Recebimentos tributáveis recebidos de PJ pelo titular” e inclua as informações com total precisão. Inclua, também, os dados de identificação sobre as fontes de pagamento.

Os recebimentos isentos, como os valores da poupança, devem ser declarados na parte específica. Por mais que não interfiram no valor a ser pago, a Receita Federal precisa ter controle e acompanhamento.

Adicione os bens e os pagamentos

Além disso, inclua os seus bens, como automóvel, imóvel e até conta no banco. Algumas informações são opcionais, mas é essencial ficar de olho nas exigências para preencher corretamente.

Se tiver escolhido a declaração completa, também é possível adicionar os pagamentos efetuados e dedutíveis. Você vai precisar do recibo ou de outras formas de comprovação, além de dados como o CNPJ ou CPF de quem recebeu os valores.

Aposte na facilidade oferecida pela tecnologia

Não é preciso se lembrar de todos os salários e pagamentos de cabeça e nem ter que anotar um por um. Se tiver o apoio de um banco digital, vai ser mais fácil acompanhar os valores.

O BS2 oferece, gratuitamente, o informe de rendimentos no último dia do ano. Ao concentrar todos os recebimentos na sua conta digital, você terá todos os dados necessários para inserir na declaração de Imposto de Renda. Vale a pena considerar esse uso para simplificar as tarefas!

Confira todos os valores antes de enviar

Depois de preencher a declaração de Imposto de Renda 2020, é interessante esperar um pouco antes de enviar. Aguarde algumas horas e faça uma conferência de todas as informações. Dessa maneira, você vai verificar com mais facilidade se existe algum erro. Nesse caso, ainda é possível editar para garantir um envio adequado.

Mas tenha cuidado: não deixe para enviar na última hora. Milhões de pessoas fazem isso todos os anos e, por causa do congestionamento dos servidores, há o risco de perder o prazo. O melhor é fazer tudo com calma e enviar de maneira antecipada.

Como declarar os investimentos?

Os investimentos financeiros também geram renda e, por isso, devem ser declarados. Se você falhar em adicioná-los à sua declaração, corre o risco de ficar irregular e de ter que pagar uma multa que pode chegar a 20% do valor devido.

No caso de investimentos isentos, como a Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA) e a poupança, basta adicionar os valores na ficha especial. Em todos os outros casos, vale seguir esse passo a passo. Confira!

Utilize a guia certa

A declaração de investimentos no Imposto de Renda 2020 tem que ser feita na ficha conhecida como “Rendimentos sujeitos à tributação exclusiva”. Dessa maneira, a Receita saberá que se trata de uma aplicação financeira.

Também é importante respeitar o código de identificação de cada opção. O investimento em ações, por exemplo, tem o código 31. Já o investimento em renda fixa tem o código 45. Confira a lista com cuidado.

Informe os saldos dos investimentos

Especialmente ao falar em renda fixa, a maioria dos investimentos tem o desconto de IR no momento do resgate. Mesmo assim, é preciso informar a situação, tanto em 2018 quanto em 2019 para os produtos.

Nos casos gerais em que há a obrigatoriedade de declaração, basta seguir para a guia correta e adicionar o saldo dos investimentos, além das informações da instituição financeira.

Tenha atenção com os rendimentos

Além de ser necessário ter cuidado com a declaração dos investimentos, você precisa apresentar no Imposto de Renda 2020 qualquer rendimento que tenha obtido com aplicações.

Então, se tiver vendido cotas de um fundo de investimento ou se tiver resgatado valores líquidos, é fundamental informá-los. A exceção fica para o caso de uso da tabela progressiva, com os custos já retidos na fonte.

Fazer corretamente a declaração de Imposto de Renda 2020 é essencial para que você tenha total regularidade junto ao Leão. Com essas dicas, será mais fácil encarar o processo e apurar os valores da maneira adequada.

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