PIX – Absolutamente tudo que você precisa saber sobre o PIX

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Seja você um antenado ou não em relação ao mercado financeiro brasileiro, uma coisa é certa: você provavelmente deve ter ouvido falar no Pix. Afinal de contas, quando o sistema foi anunciado, em 2020, pelo Banco Central, esse nome de três letrinhas prometia algo revolucionário e que mudaria a história de como lidaríamos com o nosso dinheiro. Dessa forma, a pergunta “o que é Pix?” passou a fazer parte de muitas conversas e discussões entre familiares, amigos ou colegas de trabalho.

Conhecido como um novo meio de pagamentos online, o Pix está dando o que falar. E com toda a certeza do mundo, a essa altura, a instituição bancária ou de pagamentos da qual você é associado já lhe comunicou sobre a novidade revolucionária, ou, no mínimo, já exigiu o seu cadastro para dar start nessa nova etapa da economia nacional. Mas está enganado quem pensa que essa revolução só começou agora, ou que seja exclusiva do Brasil.

O Banco BS2 foi um dos primeiros bancos a ser homologado pelo Banco Central no sistema de transferência instantânea: PIX

A modalidade de pagamentos rápidos e instantâneos já é prática na China, na Austrália e nos Estados Unidos há anos. Aliás, falando nos Estados Unidos, em 2018, foi estimado que mais de 80 milhões de transações financeiras foram realizadas no formato na “Terra do Tio Sam”. Assim, cabe a nós brasileiros ficarmos mais antenados e por dentro de todos os aspectos do Pix. Só assim poderemos acompanhar as tendências globais, financeiras e tecnológicas.

Com o objetivo de facilitar transações e operações envolvendo dinheiro entre pessoas, empresas e entidades governamentais, e, gradualmente, diminuir o uso de TEDs e DOC para essa finalidade, o Pix vem acelerando e digitalizando a forma de como lidamos com os nossos patrimônios, além de instituir uma verdadeira revolução financeira no país. E essa característica é extremamente importante em tempos de crise, e especialmente no atual momento de pandemia global por conta do novo coronavírus. Afinal de contas, não seria mais seguro tentar manusear menos cédulas e moedas, não é mesmo?

Por isso, neste artigo vamos falar absolutamente tudo sobre o que há de saber sobre o Pix, seja você um cliente de pessoa física ou jurídica de um banco, ou instituição de pagamentos. Vamos dar detalhes sobre as principais funções, homologação, benefícios, vantagens, particularidades, além de comparar o Pix a outros métodos de pagamentos conhecidos e disponíveis no mercado.

Acompanhe a leitura e fique por dentro de tudo sobre o Pix!

O que é o Pix?

De forma simples e fácil, o Pix é um meio de pagamento que surgiu no final de 2020 prometendo pagamentos e transferências rápidas e instantâneas. Vale a pena ressaltar que a modalidade está disponível tanto para pessoas físicas, como para jurídicas – incluindo até mesmo estabelecimentos comerciais.

O grande diferencial do Pix é a instantaneidade de recebimentos dos valores transferidos. Isso sem mencionar a falta de limitações de seu uso, podendo ser realizado diariamente, seja nos finais de semanas ou feriados, e 24 horas por dia – dê adeus ao famigerado “horário comercial”. Estamos falando de todos os dias mesmo, sem brincadeira!

Uma das principais proposta do Pix é ajudar o brasileiro a se organizar financeiramente. Com o dinheiro entrando na mesma hora na sua conta, fica mais fácil controlar os gastos, evita surpresas nada agradáveis ao checar a conta-corrente, ajuda no pagamento de contas e no recolhimento de impostos, além de oferecer mais segurança para as pessoas. Pode assumir, não há maior felicidade do que receber notificação no celular do seu banco informando o recebimento de um valor, fala a verdade!

PIX é no Banco BS2

O mais bacana do Pix é que ele não exige a instalação de um novo aplicativo para funcionar ou requer uma extensa lista de informações para associar você. Tudo pode ser feito através dos apps de instituições financeiras ou de pagamentos. As que você utiliza, sem a necessidade de criar outras contas. E esse talvez seja o único pré-requisito para fazer parte desta nova revolução financeira. Mas não se preocupe, pois, hoje em dia, praticamente todos os bancos brasileiros já possuem adesão ao sistema.

Aliás, toda a movimentação do Pix acontece justamente nos serviços onlines dos bancos, cada qual oferece o novo serviço de uma forma diferente – seja através de um ícone novo ou de um pop-up de notificação.
O que significa o nome Pix?

O nome do novo sistema de pagamentos, Pix, é curto, simples e até bonitinho. Embora pareça com a sigla de algo, ele realmente não representa nada além de uma derivação do termo “pixel”. De acordo com a Conductor, “a ideia é ser tão simples como um bate-papo em redes sociais – inclusive no nome”.

Já pixel é um termo tecnológico que significa “o menor elemento em um dispositivo de exibição, ao qual é possível atribuir-se uma cor”, de acordo com as definições online. Basicamente, ele é um único quadrado (dentre vários) responsável por formar uma foto, uma imagem ou desenho no computador.

Mas aqui, o pixel não representa isso. E sim, o termo vai fazer referência a uma aceleração tecnológica, aponta transformação, novidades ou mudanças digitais. Especialmente, no setor financeiro. Assim, o nome “Pix” não é nada além de uma pequena variação da palavra “pixel”. Fim da charada?

Linha do tempo do Pix

Embora tenha sido lançado em 2020, não pense que o projeto do PIX nasceu da noite para o dia. Muito pelo contrário. Até você poder usufruir da transferência digital rápida e segura, o Banco Central do Brasil, o verdadeiro pai desta inovação – como você conhecerá na seção seguinte, teve que projetar e desenhar todo um processo dinâmico e inovador para possibilitar as operações de uma “conta x” para uma “conta y” em apenas 10 segundos.

Tudo começou em dezembro de 2018, quando o BC publicou os pré-requisitos fundamentais que definiram quais seriam as características básicas para permitir o funcionamento do novo método online de pagamentos e transferências instantâneas. Antes de chegar ao simpático nome de três siglas, em todos os documentos disponibilizados na internet, o sistema recebia a alcunha de “ecossistema de pagamentos instantâneos brasileiro”.

Já em abril de 2019, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, disse que a implantação do novo sistema de pagamento estava mais perto que nunca.

Partindo para o ano de 2020, a plataforma foi autorizada e teve seus principais detalhes divulgados na internet e nos outros meios de comunicação.

A marca Pix foi lançada em 19 de fevereiro de 2020, também pelo BC, ao lado do material informativo com tudo o que era necessário entender sobre o novo sistema.

No dia 5 de outubro, o sistema iniciou a maratona de testes finais nos bancos brasileiros.

Oficialmente, o Pix chegou às nossas mãos no dia 16 de novembro de 2020.

O Banco Central no Pix: saiba mais sobre a importância do BC no novo sistema de pagamentos

Agora que você já sabe o básico sobre o novo método de pagamento online, que tal aprender ainda mais sobre a sua criação, além de descobrir quem foram todos os agentes envolvidos no seu desenvolvimento?

Bom, basicamente, o nome, a criação e suas funções foram originadas pelo Banco Central, que também desempenha outros papeis primordiais para o seu funcionamento, tais como:

Gestão das plataformas operacionais envolvidas no sistema;
Oferece as infraestruturas tecnológicas necessárias; Regula e define as regras de funcionamento.

No entanto, embora o BC desempenhe essas funções para o Pix, não é ele quem oferece o sistema às pessoas, e sim as empresas, instituições financeiras, fintechs, ou outras plataformas de pagamentos.

O Banco Central nas transações:

O Banco Central é o responsável por aumentar a velocidade e por disponibilizar aos seus clientes transações e/ou operações financeiras seguras. Desta forma, aquele antigo percurso que o dinheiro percorria de uma conta para outra foi encurtado.

Mas o corte no percurso não aconteceu somente por meio da redução de etapas, e sim, pela otimização do processo. O Banco Central alterou a dinâmica das operações financeiras com o descarte do intermédio de terceiros nas transações. No novo fluxo, os Provedores de Serviço de Pagamento (PSPs) do recebedor e do pagador são conectados à central do BC, intermediando a operação entre os dois clientes.

A atuação do Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI) também é primordial no novo processo, pois fica responsável por liquidar as transações em menos de 10 segundos – tempo previsto e anunciado pelo Pix. O SPI é a estrutura por trás da plataforma, que vai liquidar a transação iniciada por um dos agentes envolvidos.

O processo também pode receber o nome técnico de Liquidação Bruta em Tempo Real (LBTR).

Sendo assim, o que há de ser entendido:

O Banco Central desenvolveu e operou toda a infraestrutura técnica, lógica e estrutural que ajuda a resolver as transações e outras operações entre instituições e bancos distintos, para que o pagamento ocorra em questão de segundos. Para isso, o BC trabalhou em uma plataforma que funcionasse de forma intuitiva por meio de informações simples de cada um dos seus usuários.

O mais importante é que todo o processo foi construído de forma transparente, e toda e qualquer mudança que pode/poderá surgir na plataforma será devidamente anunciada a todos os clientes que já fazem seu uso, estes que também podem trazer sugestões, opiniões e construir de forma que a plataforma vá, aos poucos, se tornando em uma totalmente personalizável.

Características importantes do Pix

Embora você já tenha entendido um pouco sobre o novo sistema de pagamento, existem 5 pontos cruciais para assimilar a sua popularidade e como ele está ajudando a revolucionar o sistema financeiro nacional, veja:

O Pix é instantâneo e prático

Todas as transações feitas por meio do Pix são realizadas em 10 segundos, sendo disponibilizadas em tempo real e sem a necessidade de esperar por horários demarcados pelas instituições.

Tudo é feito na palma da sua mão, com o seu smartphone ligado ao app do banco que você utiliza.

Ampla disponibilidade de funcionamento

Quem usa o Pix pode trocar valores e fazer pagamentos 24 horas por dia, e 7 dias por semana. Independentemente de feriados ou finais de semana.

Com isso, existe agora uma disponibilidade ainda maior para o fechamento de acordos e negócios em quaisquer segmentos de mercado.

Você gasta menos

Quando o BC oficializou o início das operações do Pix, uma coisa que foi definida lá atrás foi a gratuidade do serviço, seja para pessoas físicas ou jurídicas.

Entretanto, pessoas jurídicas que queiram atribuir um valor a mais para fazer transações a outras contas não serão impedidas de tal. As instituições financeiras e de pagamento terão autonomia de escolher a forma e o modelo de cobrança que preferirem, desde a sua adesão — ou não — ao seu preço.

E mesmo no caso de haver cobranças para contas jurídicas, o valor tende a ser bem menor em relação às taxas cobradas pelos TEDs e DOCs, ou dos cartões de crédito.

Segurança em primeiro lugar

Neste texto ainda teremos uma seção completa e dedicada para que você entenda de uma vez por todas como o Pix é totalmente seguro. Mas aqui vai uma pequena prévia:

De acordo com informações cedidas pelo próprio Banco Central, o PIX conta com os meses mecanismos e protocolos de defesa e segurança que outras operações financeiras, como TED e DOC, já que ele funciona por meio do Sistema Financeiro Nacional.

Aliás, o Pix possui camadas de segurança bem mais avançadas que as dos TEDs e DOCs, isso porque elas são somadas às tecnologias já associadas aos sistemas de segurança de smartphones que operam aplicativos bancários, como biometria, reconhecimento facial, entre outros.

Ou seja, são camadas e mais camadas de segurança para você. Em prática, todas as operações e dados dos usuários estão protegidos por criptografia e autenticação de informações, assim, evitando prejuízos aos usuários, fraudes, clonagens e afins.

Pode ser automatizado

Talvez uma das características mais importantes do Pix é sua automatização. Isso porque donos de negócios, ou àqueles que trabalham com contas jurídicas para negócios e afins, permitem a geração e o envio automático de boletos e cobranças, além de recursos feitos sob medida para esta modalidade de usuários.

Donos de e-commerces, pequenos negócios e até franquias poderão usufruir das vantagens do Pix.

Quem participa do Pix?

Atualmente, todas as principais instituições e de pagamentos do Brasil estão participando e ofertando o Pix aos seus usuários e clientes. Todos podem participar. No entanto, existe um critério de opcionalidade e de obrigatoriedade. Como assim?

Bom, em termos simples, instituições com mais de 500 mil contas ativas são obrigadas a participar. E para conta ativa, entenda àquelas que operam com depósito à vista, de depósito de poupança, de pagamento pré-pagas, entre outras modalidades. Assim, elas são obrigadas a oferecer todas as funcionalidades do Pix aos seus clientes, desde a criação de chave ao recebimento de pagamentos.

As outras instituições financeiras e de pagamento que oferecem as mesmas modalidades de contas, mas que não atingiram o limite de 500 mil clientes, também podem ofertar o Pix aos seus clientes, mas sem a obrigatoriedade. E outra, todas essas instituições devem pedir a adesão ao novo sistema de pagamentos diretamente pelo Banco Central.

Plataformas operacionais

Existem duas modalidades distintas que participam no Sistema de Pagamentos Instantâneos, o SPI, são elas:

  • Participantes diretos: usuários que fazem a liquidação das transações direto pelo SPI;
  • Participantes indiretos: cujas transações são liquidadas com a ajuda de um intermediário, como um liquidante especial ou um participante direto.

Ou seja, bancos comerciais, múltiplos com carteira comercial e caixas econômicas que participam do Pix obrigatoriamente são participantes diretos do SPI.

Agora, as demais instituições, como fintechs, que recebem autorização de participação pelo BC podem optar por ser participantes diretos ou indiretos do SPI — embora, automaticamente classifiquem-se como indiretos.

Processo de adesão

De acordo com o que foi anunciado pelo Banco Central lá atrás, para uma instituição de pagamentos ou financeira estar elegível a oferecer o novo sistema de pagamento aos seus clientes, ela deveria passar por uma espécie de processo de seleção dividida em três etapas.

O procedimento foi elaborado pelo chefe do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro (Decem), que envolve:

  • Etapa de Cadastro;
  • Etapa de Homologação;
  • Etapa de Operação Restrita.


E cada uma delas compreendia uma série de prazos, regras e deveres que aprovariam ou não a solicitação de cada instituição.

Etapa de cadastro

Iniciando a seleção, os pretendentes deveriam enviar documentos e informações sobre a empresa para o Departamento de Competição e Estrutura do Mercado pelo Protocolo Digital do BC.

Instituições já autorizadas pelo BC, deveriam apresentar o CNPJ, modalidade de participação no Pix, tipo de acesso ao Diretório de Identificadores de Contas Transacionais (DICT) (direto ou indireto); além de uma lista de diversos outros documentos, tanto no âmbito legal, como no âmbito de dados de conhecimento geral (como telefone e endereços);
Instituições sem autorização do BC, deveriam apresentar: CNPJ; razão social; nome de fantasia; tipo de acesso ao Diretório de Identificadores de Contas Transacionais (DICT); Código Identificador no Sistema de Pagamentos Brasileiro (ISPB) e diversos outros documentos.

A falta do envio de informações automaticamente desclassificaria a instituição.

Etapa de homologação

Já na segunda fase, as instituições se submeteriam a testes para garantir a funcionalidade correta do Pix, englobando: teste formais, testes entre o participante indireto no SPI e seu liquidante, testes de homologação no DICT, entre outros.

Etapa de Operação Restrita

E finalizando, a fase de operação restrita compreendia a capacidade de cada instituição de conseguir oferecer o novo serviço aos usuários.

  • Fase 1: o Pix deve ser disponibilizado para mais até 30% dos clientes;
  • Fase 2: o Pix deve ser disponibilizado para mais de 30% e até 70% dos clientes.

Após a maratona de etapas, o Decem definiu e comunicou a cada uma das participantes quais foram aprovadas ou não para aderir ao sistema de pagamentos instantâneos.

Como funciona o Pix?

Entender o fluxograma dos pagamentos e do funcionamento do Pix na totalidade vai facilitar que você entenda como o novo sistema é prático e seguro. Acompanhe:

Parte um

A operação vai começar no aplicativo do banco de quem for transferir um valor. Na tela de início, a pessoa vai escolher o botão do “Pix”, selecionar para quem deverá receber a quantia e depois digitar o valor a ser transferido. Lembrando que existem várias formas que você poderá passar um Pix, seja por meio de QR, copia e cola ou Chave Pix.

Parte dois

Assim que você apertar o botão “ok” e confirmar a operação, sua solicitação será diretamente enviada ao provedor de serviço de pagamento.

Parte três

Em seguida, o valor é repassado para a conta transacional, seja em forma de participante direto ou indireto do SPI.

Parte quatro

Na fase mais importante, todos os dados que foram emitidos pela pessoa responsável durante a transferência são encaminhados para a infraestrutura única de liquidação LBTR, do Banco Central.

É nessa base de dados onde ficarão centralizados todas as informações que identificam as referências e elementos das contas dos recebedores e clientes do sistema de pagamentos. Tudo isso de forma fácil e simplificada.

Parque cinco

Para finalizar, o valor e as informações repassadas da base de dados do Banco Central chegam ao participante direto (ou indireto) do SPI, para, só em seguida, chegarem às mãos do recebedor.

Poderão ser realizadas transferências e operações de qualquer valor e tipo no Pix, que incluem:

  • Transferências entre pessoas (P2P);
  • Transferências entre pessoas e empresas, como e-commerces e estabelecimentos físicos (P2B);
  • Transferências entre empresas (B2B);
  • Pagamentos de pessoas e/ou empresas para o governo (P2G e B2G);
  • Benefícios sociais e folha de pagamento (G2P), pagamento de convênios ou outros benefícios do governo.

Siglas:

  • B2B – business to business
  • P2P – person to person
  • P2B – person to business
  • B2G – business to government
  • G2P – government to person
  • P2G – person to government

O Banco Central resolveu criar o Pix para aprimorar a experiência comercial e financeira entre estabelecimentos, empresas e pessoas, sejam pagadores ou recebedores. Mesmo englobando todas essas esferas do sistema econômico brasileiro, o novo pagamento é rápido, intuitivo, simples e qualquer um pode fazê-lo.

As transações no Pix podem ser divididas em três categorias diferentes:

Chaves Pix: Através de um apelido que identifique a conta para a qual será feita a transferência, contudo, sem a necessidade de informar dados como banco, agência, CPF, CNPJ, e-mail, número celular, entre outros;

Através de um Código QR, seja dinâmico ou estático:

Através de Near-Field Communication (NFC), que são as tecnologias que permitem pagamentos por aproximação.

O que são as chaves do Pix?

Uma das grandes diferenças do Pix em relação aos tradicionais métodos de pagamento, são suas chaves. Próximo ao lançamento do sistema, o Banco Central, sabiamente, definiu rapidamente o que são as chaves para que não houvesse dificuldades a respeito da assimilação do seu conceito. Mas, basicamente, as chaves são os “apelidos” utilizados para identificar a conta dos usuários.

Em outras palavras, elas funcionam como o endereço da sua conta. Com as chaves, você não precisa mais informar aos envolvidos na transação que será feita o seu nome completo, CPF, instituição financeira, agência, conta, entre outros. Imagine que no Pix, todas as suas informações sobre os dados estãrão inseridos em um só token. Esse token é a chave!

Vamos dar um exemplo para que todas as dúvidas desapareçam: imagine que a Maria está precisando transferir R$ 300 para sua vizinha, a Joana. Já que as duas possuem Pix, não será necessário que Mariana tenha em mãos todos os dados para realizar a transferência do valor para a conta de Joana, uma vez que ela informe à vizinha o endereço da sua Chave Pix.

Certo, mas o que pode ser cadastrado como uma chave Pix?

Tipos de Chave Pix

Até o momento, existem 4 tipos de chaves que podem ser cadastrados no sistema: CPF (ou CNPJ), E-mail, Telefone Celular e a Chave Aleatória.

CPF ou CNPJ

É recomendável utilizar o CPF ou o CNPJ na hora de realizar transações mais formais. Por exemplo, você pode informar a chave deste valor para receber salário ou o pagamento de um serviço avulso. Em caso de compras de alto valor, como maquinários, imóveis, veículos, entre outros, esse tipo de chave também é indicado.

Embora não exista uma obrigação pré-estabelecida de que cada transação deve ser realizada com uma chave específica, está certo? O exemplo foi aplicado considerando que, em geral, a transação de valores altos era feito por transferências bancários comuns, implicando que uma das partes envolvidas já possuía o CPF do recebedor anteriormente. Para facilitar ainda mais, nesses casos, você pode informar apenas o CPF para que não seja necessário disponibilizar outro dado.

Aliás, a única diferença da chave tipo CPF ou CNPJ para as demais, é que elas não podem ser cadastradas em outros bancos aos quais você é associado. Lembrando que em uma conta pessoa jurídica, o CPF do titular não poderá ser cadastrado como chave Pix e vice-versa.

E-mail

O e-mail é uma das opções mais práticas para cadastro no Pix. Ao utilizá-lo, você vai agilizar o processo para aqueles que já contem seu endereço eletrônico anotado em algum lugar. Para salários, por exemplo, nada impedirá que você utilize até mesmo o seu email do trabalho para receber o valor mensal. Contudo, é bom ter um pouco de cuidado com esta opção, caso você possa vir a ser demitido.

Existem também outros pontos de observação caso você opte pelo e-mail como chave Pix, seguem:

Ao passar seu e-mail como chave para alguém, nada impede que essa mesma pessoa utilize o seu endereço eletrônico para enviar outras formas de comunicação — complementares ou não em relação ao pagamento realizado;

No caso do seu endereço ser muito longo ou complicado, o ideal seria a utilização de uma outra chave. Pois, nesses casos, o seu pagador corre o risco de anotar o endereço incorretamente e prejudicar a transação;
Outra hipótese é a possibilidade de alguém cadastrar o seu e-mail como uma chave por engano. É um pouco difícil, mas não é impossível.

Número de celular

Provavelmente, a chave Pix mais simples que alguém pode ter é a do número de celular. Isso porque, considerando que praticamente todo brasileiro com celular possui WhatsApp, em hipótese, talvez não seja nem necessário o envio da pergunta: “ei, qual é a sua chave Pix?”.

O problema da utilização dessa chave é que se trata de um dado de fácil acesso, tendo você passado ou não. Isso porque, ao simular uma transferência, algumas informações daquele contato se tornam disponíveis, como partes do CPF, nome completo da pessoa, entre outras.

Se a sua questão é privacidade, o indicado é utilizar outras chaves mencionadas aqui. Ah, também é importante lembrar que se alguma pessoa cadastrar seu número de celular por engano, afinal de contas, sequências numéricas são fáceis de serem confundidas, será preciso entrar em contato e pedir a reivindicação da chave.

Chave Aleatória

Ok, você não quis utilizar nenhuma das outras chaves mencionadas anteriormente. Não tem problema. Como uma espécie de “super trunfo”, o sistema também oferece uma opção para que seus usuários tenham acesso a um código para realizar transações, mas que não comprometa suas informações e dados pessoais.

É a chave aleatória. Escolhendo esta opção, o próprio sistema do Pix vai gerar um código, geralmente envolvendo números, letras e caracteres, para que você não tenha a necessidade de transformar o seu número de celular ou CPF em uma senha. Contudo, há um ônus na opção de selecionar a chave aleatória. Basicamente, é uma sequência de algoritmos bastante difícil de ser memorizada.

Assim, é provável que a cada transação você tenha o trabalho de ir ao aplicativo, resgatar a chave, copiar e colar ao destinatário. A chave aleatória também tem um nome “científico”: EVP, Endereço Virtual de Pagamento.

Como cadastrar uma chave Pix?

Assim que foi liberado para os brasileiros, o cadastro de chaves Pix aumentou bastante a procura pelo novo meio de pagamento.

De acordo com o balanço divulgado pelo Banco Central, em janeiro deste ano, mais de 133 milhões de chaves foram cadastrar em menos de dois meses. O cadastro das chaves foi disponibilizado para mais de 677 instituições, entre bancos e fintechs, em novembro de 2020.

No último balanço do ano passado, realizado dia 31 de dezembro, o BACEN indicou mais de 133.877.957 chaves Pix cadastradas. Dessas, 128.102.487 são chaves de pessoas físicas e 5.775.470 de pessoas jurídicas.

Contudo, apesar dos números extremamente altos de cadastros, ainda em outubro de 5, a Kaspersky, empresa de segurança, foi capaz de identificar cerca de 30 domínios ligados à fraude no Pix.

Por isso, aprenda como cadastrar as chaves do Pix com segurança a seguir.

Cadastro seguro de chaves do Pix

A forma mais apropriada e indicada para cadastrar a sua chave que vai permitir as transações instantâneas é por meio de uma aplicativo de banco ou de fintech que trabalhe com cartões e contas. Isso feita por forma espontânea, não clicando em SMS ou links que chegam via e-mail alegando ser do seu banco — falaremos mais sobre segurança no Pix em uma seção posterior do texto, mas fique atento já a este ponto.

Geralmente, em todas as mais de 900 instituições que fazem parte do Pix, dentro de seu aplicativo, deverá ter uma seção exclusiva e dedicada para a realização de operações com o sistema de bagamentos criado pelo BC.

Você verá uma caixinha com “Pix”. Após clicar, será visível uma opção que faça referência ao cadastro de chave, algo como “cadastro de chave Pix”. Basta selecionar a opção e ficar atento às instruções seguintes.

É interessante ficar atento as informações, visto que há uma lista enorme de bancos sedenta por ficar responsável pela chave Pix principal de um usuário. Isso porque é vantajoso para o banco estar como cadastrado oficial do usuário para facilitar a identificação das transações normalmente feitas por aquele cliente utilizando dados pessoais, como CPF e telefone (que funcionam como chave).

Reivindicação de Chave Pix

No caso de alguém tentar cadastrar o seu endereço de e-mail ou número de telefone como chave Pix, na mesma instituição ou não, você poderá fazer a reivindicação da chave. Se as chaves que você estiver tentando cadastrar já estiverem em posse por outro usuário — seja por engano ou por golpe, o seu aplicativo bancário irá te notificar.

Você faz o pedido no próprio app. Em seguida, há um prazo de 7 dias para que o portador da chave consiga comprovar a posse daquele token. Isso poderá ser feito por meio da digitação de um código enviado via email ou SMS para aquele endereço ou número cadastrado, como uma forma de “confirmação de posse”.

A chance disso acontecer é mínima, visto que existem mecanismos de segurança e de confirmação na hora do cadastro das chaves Pix nos aplicativos bancários. Mesmo assim, há uma possibilidade disso acontecer, no entanto, para reverter o problema basta um pouquinho de tempo e paciência.

Portabilidade de Chave Pix

Agora, se um usuário mudar de instituição financeira, ele poderá pedir a portabilidade das chaves Pix para sua nova conta, banco e agência. Basicamente funciona como a portabilidade de salário, oferecida por instituições financeiras e de pagamento que permite que um valor depositado em uma conta x seja encaminhada automaticamente para a conta y do usuário.

Para fazer a portabilidade das chaves Pix, o único passo é tentar cadastrar aquela mesma chave no aplicativo do seu novo banco. Em seguida, o app vai notificá-lo com uma mensagem perguntando se há um interesse de sua parte para iniciar a portabilidade daquele token, ou chave Pix. Uma vez que a confirmação seja feita, a chave passará para a sua nova conta.

Lembrando que a confirmação deverá ser feita no app onde a chave estava cadastrada anteriormente.

Registrar uma chave no Pix é obrigatório?

Então, não é obrigado você registrar uma Chave Pix. Contudo, segundo o Banco Central também informar, você só poderá receber um Pix caso faça o registro da sua chave.

Sem a Chave Pix, você só poderá receber valores ao informar todos os dados da sua conta-corrente, o que pode atrasar as transações, além de diminuir os benefícios do pagador que vai fazer um Pix.

Número de chaves

O número de chaves Pix vai variar de acordo com o tipo de usuário. Por exemplo, pessoas físicas poderão cadastrar até 5 chaves por conta. Enquanto isso, pessoas jurídicas – de outra forma de titularidade – poderão cadastrar até 20 chaves naquele banco.

Pix e o QR Code

Uma das grandes promessas do Pix é de trazer praticidade às transações de todos os clientes, por isso, o pagamento via QR Code foi uma das primeiras implementações ao novo sistema.

Isso porque, com o Pix, qualquer usuário pode gerar um código QR para receber valores, ou para pagar alguém. Após a leitura, o pagador pode simplesmente confirmar os dados e finalizar a transação.

Outra opção que o Pix oferece aos usuários é a função “Pix Copia e Cola“, na qual é possível gerar um código através dos dados do QR. Assim, basta o pagador copiar e colar na lacuna de pagamento do aplicativo da mesma forma que um código de barras, por exemplo.

Como pagar ou transferir com o Pix?

Sabemos que o que é novidade para uns, pode não ser novidade para outros. De qualquer forma, ainda existe uma parcela totalmente não assistida em relação ao Pix. E uma das principais dores desse grupo é saber como fazer pagamentos com o novo sistema criado pelo Banco Central.

Você poderá utilizar este material como cola até mesmo nos momentos em que tiver dificuldade para realizar qualquer uma de suas transações.

Primeiramente, o usuário — no caso, você — vai precisar escolher qual operação será realizada por meio do Pix: vai pagar, transferir ou receber?

Para pagar ou transferir, você terá de inserir por meio do aplicativo a conta do usuário que receberá aquele valor em questão.
Agora, para receber, basta disponibilizar ao pagador os seus dados.

Então, veja aqui formas de como pagar com o Pix.

Para realizar qualquer um desses processos, você terá de ter em mãos uma Chave Pix, Código QR ou Pix Copia e Cola. E claro, também você pode fazer uma transferência da maneira tradicional, isto é, preenchendo várias lacunas com inúmeras informações difíceis de serem memorizadas.

Primeira forma: Pague por meio das chaves Pix

Como já dissemos anteriormente sobre as Chaves Pix elas, basicamente, vão ser seu guia para entrar no mundo das transações online e instantâneas. Com a Chave Pix de outro usuário em mãos – de preferência, da pessoa para qual você vai transferir o valor – você terá automaticamente todas as informações da pessoa que vai receber dinheiro, como CPF, CNPJ, banco, entre outros.

Essa é a forma mais simples de realizar um pagamento. Basta acessar a seção Pix do seu app bancário, selecionar a opção “pagamento” e digitar a chave Pix. Você também pode utilizar a chave aleatória para fazer o pagamento.

Passo a passo para quem vai fazer um pagamento de valor:
Essa opção pode ser selecionada – aliás, essa é uma das melhores opções para esse caso em particular – se o recebedor do valor possuir uma ou mais chaves Pix cadastradas no novo sistema do Banco Central.

Ao contrário, você poderá inserir manualmente todos os dados do recebedor, ou realizar a operação via código QR. Caso selecione uma dessas, peça para que o recebedor gere um QR Code e/ou envie os dados para você.

Agora, se ele tiver uma chave Pix, peça-a para você ter o token com todos os dados e identificação dele.

Uma vez que tudo já esteja nos acordos – seja o recebedor com a chave ou não -, entre no aplicativo do banco ou fintech da sua escolha, selecione o tipo de chave que será informada pelo recebedor (seja CPF, CNPJ, celular, e-mail ou aleatória) e inseri-a diretamente no campo solicitado.
Após realizar todos esses passos, basta conferir as informações e finalizar a transação por meio de biometria, senha, reconhecimento facial, entre outros.

Passo a passo para quem vai receber um pagamento:

Se você estiver no lado da linha que receberá dinheiro, informe ao seu pagador a sua chave Pix, gere um código QR, ou simplesmente disponibilize os seus dados para que a outra parte envolvida consiga finalizar a operação. Em segundos, após a confirmação, o dinheiro estará na sua conta. 10 segundos, para ser mais preciso.

Segunda forma: Pague com Pix através de dados bancários

Se o recebedor da quantia não possuir uma chave Pix, ou não consiga gerar um Código QR, você pode simplesmente inserir todos os dados bancários dele manualmente, tal como nas operações de TED ou DOC. Entretanto, ressaltamos que essa forma de pagamento via Pix só será válida caso o recebedor em questão tenha conta-corrente em uma instituição financeira ou de pagamento associada ao Pix.

Passo a passo para quem vai fazer um pagamento de valor:

Na inserção manual de dados, o processo é um pouco mais trabalhoso – como você já deve ter se acostumado anteriormente. Nesta condição, você deverá informar o seu banco, os dados da sua conta, da agência, os dígitos, além de dados pessoais, como CPF e nome completo. Em seguida, basta seguir com a operação.

Passo a passo para quem vai receber um pagamento:

Agora, na hora de receber o valor, a regra supracitada se inverte. É você quem deverá informar os dados bancários, além das informações pessoas para que o seu pagador inicie a operação financeira.

Terceira forma: Pague por meio do Pix Copia e Cola

Ok, vamos supor que você ache ser muito trabalho disponibilizar todos os seus dados pessoas e bancários – porque, de fato, é – e também não possua uma chave Pix, ou não consiga gerar um Código QR O jeito será disponibilizar um código de Pix Copia e Cola. Nesta opção, você conseguirá gerar um código a partir dos dados contidos em um código QR normal.

Passo a passo para quem vai fazer um pagamento:

Se você for fazer um pagamento via Pix, é necessário copiar o código – tal como um código de barras – e colar no campo específico do aplicativo bancário ou de pagamento da sua preferência. Em seguida, automaticamente, será identificado todas as informações de quem receberá o valor, como a conta e o banco. E pronto, basta autorizar o pagamento e finalizar a transação.

Passo a passo para quem vai receber um pagamento:

Agora, se você estiver na condição de recebedor, basta gerar um código QR no próprio aplicativo e copiar o código de barras. Você poderá compartilhá-lo para o pagador em seguida via WhatsApp, e-mail, ou de qualquer outra forma da sua preferência.

Quarta forma: Pague usando o QR Code Pix

Existem dois tipos de Código QR disponíveis no Pix, o estático e o dinâmico. Conheça os dois de forma resumida:

O código QR estático pode ser gerado no próprio aplicativo da instituição financeira ou de pagamento em que você deseja receber a quantia, sendo ideal para MEIs, pequenos negócios, pessoas físicas, microempresários, entre outros.

Já o código QR dinâmico é indicado para empresas, e-commerces ou instituições que querem fazer cobranças mais formais. Desta forma, a opção vai gerar um código QR automático e individual para cada transação por meio de uma API.

Passo a passo para quem vai fazer um pagamento:

Para fazer um pagamento dia Código QR, inicie a transação Pix normalmente por meio do aplicativo do seu banco ou instituição financeira de pagamento, escolha a opção para realizar pagamento via QR Code e faça a leitura do código em questão por meio da câmera do seu smartphone.

O recebedor que vai configurar o QR Code do qual você fará a leitura. Por isso, geralmente, ele já estará com o valor a ser pago informado. Se não for o caso, você mesmo deverá preencher a lacuna com a quantia combinada. Em seguida, basta confirmar a transação e pronto.

Passo a passo para quem vai receber um pagamento:

Para gerar um QR Code no aplicativo, acesse o menu Pix do seu aplicativo e escolha a opção para realizar ou receber cobranças. Após isso, você pode especificar o valor a ser recebido ou não, que o app prontamente vai gerar o seu código. Em seguida, compartilhe para o seu pagador para que ele realize a transação.

O que você pode pagar com o Pix?*

Agora que você já sabe todas as formas disponíveis para realizar pagamentos por meio do Pix, confira todos os pagamentos que poderão ser realizados através do novo sistema do Banco Central. Veja:

  • Pagamentos e transferências;
  • Guias de Recolhimento da União;
  • Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf);
  • Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS);
  • Documento de Arrecadação do eSocial (DAE);
  • IPVA no estado de São Paulo;
  • Serviços como Uber, Uber Eats e iFood;
  • Contas de celular;
  • E-commerces como Americanas, Submarino e Shoptime.

Pix Cobrança

Outra funcionalidade anunciada para o Pix é a modalidade Pix Cobrança, destinada a pessoas físicas ou jurídicas interessadas em disponibilizar pagamentos em forma de boleto bancário.

A modalidade permite que qualquer empreendedor consiga emitir um código QR para realizar operações imediatas, ou com vencimento – que adiciona automaticamente taxas que envolvem multas por atrasos, além de juros e descontos.

O Limite do Pix

Uma das perguntas mais feitas sobre o Pix é sobre se o novo sistema possui limite de transações. Desde o dia primeiro de abril deste ano, todos os bancos e demais instituições financeiras participantes passaram a oferecer aos seus clientes a possibilidade de ajuste de limite do valor que pode ser transferido.

Isso permite dar aos usuários do cliente mais autonomia quanto ao novo sistema de pagamento online. Mas a novidade não chegou a ser surpresa, visto que o Banco Central já havia comunicado quanto à função enquanto o Pix ainda estava em fase de lançamento.

Os usuários agora podem transferir valores que vão além dos que foram oferecidos inicialmente, ficando iguais aos valores existentes para as transações feitas anteriormente por TED ou cartão de crédito.

Mas o Pix tem mesmo limite de valor?

Sim, o Pix tem limite de valor. A quantia vai variar de acordo com o perfil de cada cliente, e varia conforme a relação do cliente com a instituição financeira ou de pagamento na qual ele é associado. O limite é instituído para evitar que fraudes aconteçam.

Quando o Pix iniciou no mercado financeiro nacional, os limites de valores de transferência correspondiam a 50% daqueles que eram elegíveis a um TED. O Banco Central foi aumentando os limites e testando uma vez que passou a entender o comportamento dos usuários do novo sistema, vendo a maturidade de uso, a familiaridade com a usabilidade das operações, entre outras.

Limites para cada tipo de cliente

O aumento de limite foi autorizado pelo BC, para que instituições financeiras e de pagamentos pudessem dar opções mais confortáveis aos seus usuários.

O menor limite que pode ser repassado via Pix que uma instituição financeira ou de pagamento estabeleceu passou o mesmo ao valor mínimo de um TED, ou seja, não existente. No entanto, há um limite máximo que pode ser feito diariamente.

Existem instituições financeiras que podem colocar limites máximos para as transferências considerando o perfil de cada cliente.

Você pode consultar qual é o limite mínimo ou máximo de Pix que pode ser transferido diariamente por meio do aplicativo que você utiliza, ou pelo internet banking do seu banco, indo diretamente à sua agência e conversando com o seu gerente, ou através dos canais de atendimento oficiais das instituições financeiras e/ou de pagamento.

Como fazer uma solicitação de ajuste de limite Pix?

Você pode ajustar o valor mínimo e máximo de transferências via Pix, uma vez que esse processo foi oficializado pelo Banco Central. Isso foi feito para que o cliente consiga controlar melhor os seus gastos e padronizar seu próprio uso.

Solicitações para redução de valores das transações via Pix

De acordo informou o Banco Central, solicitações de usuários que desejem reduzir os valores de transferências de Pix devem ser atendidas quanto antes.

Solicitações para aumentar valores do limite das transações via Pix

Aqui, a coisa é um pouco mais complicada. Por exemplo, se o valor que você deseja for compatível ao limite do seu TED ou cartão de débito, a instituição fará a mudança de limite até às 7h da manhã do dia seguinte à sua solicitação.

Agora, se o valor solicitado for maior que aqueles estabelecidos por cartões de débito ou TED, antes de aprovar, a instituição poderá avaliar o seu perfil — cujo critério vai variar de acordo com cada instituição — para aprovar ou reprovar a solicitação do cliente.

Neste caso, a resposta será dada ao cliente em até uma hora, caso a solicitação seja realizada entre 6 da manhã às 8 da noite (incluindo finais de semanas e feriados, já que o Pix não para).

Fora desse horário, a solicitação deverá ser respondida até às 7h da manhã do dia útil seguinte, assim como nas solicitações cujo valor é compatível com o de cartão de débito e TED.

Pix para empresas e varejistas

Muito se fala sobre o Pix para pessoas físicas, mas pessoas jurídicas têm até mais benefícios que os portadores de CPF no novo sistema de pagamentos online do Banco Central. Existe uma estimativa que metade das operações de débito migrem para o Pix, que não deve ser apenas uma fase passageira. Será a nova realidade do mercado.

O Pix é utilizado para otimizar e intensificar o relacionamento entre o consumidor e os varejistas, além de diminuir os desafios e custos operacionais. Sem contar na otimização e na melhoria de todas as transações financeiras. Imagina estar em uma loja, notar que esqueceu o cartão e simplesmente transferir para a Chave Pix daquele estabelecimento? Pois é!

Em lojas físicas ou e-commercers é muito comum ter que esperar alguns dias para que a sua compra seja validada, e só após essa espera é que o estabelecimento vai separar a sua mercadoria para o envio, seja feita por cartão de crédito. A demora pode demorar ainda mais quando o pagamento é feito via boleto bancário, cartão de débito e transferência.

Com o Pix, dê adeus a essa espera enfadonha, já que o dinheiro cai em instantes — e em tempo real — na conta principal do estabelecimento. Existem também outras vantagens que fazem com que o novo sistema de pagamento seja muito bem-vindo aos varejistas.

Pix no varejo? A resposta é sim!

Sim, o Pix no varejo é totalmente viável. Estima-se que mais de 55% da população brasileira já realizou alguma operação via Pix até a metade de 2021 e esse número não para de crescer.

Ainda no período embrionário do Pix, o Banco Central contatou varejistas para entender quais eram suas dores em relação aos meios de pagamentos que eram oferecidos ao consumidor na época. Todas as sugestões, dores e dúvidas foram repassadas aos Provedores de Serviços de Pagamento, ou PSPs, que são as instituições de pagamento e financeiras que operam o Pix.

Como funciona o Pix no varejo?

Geralmente, as soluções de pagamento no setor varejista são todas automatizadas. Um exemplo bem comum: quando você está no caixa de supermercado e a operadora escolher a forma de pagamento de acordo com a preferência do cliente. Uma vez selecionado, o cliente insere o seu cartão — seja crédito ou débito — e fim da operação. Você pega seus produtos e vai embora.

O Pix também poderá ser integrado às operações do seu comércio por meio da API Pix. Com a adesão, o fluxo não vai mudar muito quando comparado aos métodos supracitados. Entenda:

  1. Após o cliente optar o pagamento via Pix, o atendimento do estabelecimento vai abrir uma ordem de pagamento no sistema do ponto de venda – uma vez que ele já tenha aderido à API Pix;
  2. Em seguida, o sistema vai gerar um código QR para que o cliente faça a leitura por meio do smartphone e concluir a operação;
  3. Após a etapa de leitura, o Provedor de Serviço de Pagamento (PSP) aceita a ordem de pagamento e disponibiliza o dinheiro na conta da empresa em poucos seguintes;
  4. Será emitida uma notificação para que o sistema do ponto de venda tenha ciência de que a operação em questão foi concluída. A notificação será feita por meio da API Pix via webhooks.

Lembrando que todo esse ecossistema vai acontecer em menos de 10 segundos. Como já dizia o bordão da tevê: não é magia, é tecnologia.
Vantagens do Pix em lojas físicas e e-commerces

O uso do Pix no varejo oferece ao mais uma forma de pagamento ao empreendedor. Uma forma muito segura, aliás, sem chargeback e com tarifas bem menores às que são geralmente cobradas por outros meios de pagamentos.

A transação acontece em segundos, já que tudo o que será preciso fazer é apontar o smartphone para o código QR. Logo em seguida a transação será confirmada e o dinheiro já cai na conta da conta jurídica. Ou, caso preferir, basta transferir o valor em questão por meio da chave Pix do estabelecimento.

A vantagem disso tudo? Menos filas, além de um atendimento mais eficiente e com mais rapidez. Além disso, a entrada instantânea de dinheiro na conta faz com quem a necessidade por capital de giro constante tenha uma queda, melhora o controle de fluxo da loja, otimiza o estoque, entre outros.

Integração e conciliação rápida aos sistemas do Ponto de Venda

O principal receio dos empresários ao aderir o Pix é saber se o novo meio de pagamento pode ser integrado ao sistema da loja, na frente de caixa, entre outros.

Pensando nisso, o Banco Central padronizou uma API Pix e a ofereceu aos comerciantes. A API Pix possui a documentação dos serviços que são oferecidos pelos intermediadores, que devem ser seguidas por todos os envolvidos nas eventuais transações. Ela também está disponível e pronta para integrar sistemas com as mais diversas linguagens de programação.
Redução dos custos de operação

O Pix não necessita de intermediadores, diferente de transações feitas por meio de débito e/ou crédito. No fluxo do sistema, os PSPs do recebedor e do pagador entram em contato diretamente com o Banco Central, mediando a transação entre as partes envolvidas. Sendo assim, há uma redução de custos operacionais visto que são menos intermediários envolvidos nas transações e no processo de pagamento.

Isso sem contar que os custos das transações via Pix no setor varejista são menores que em outros meios, como cartões, boletos, entre outros. Dessa forma, toda a cadeira produtiva será impactada.

Eis um exemplo prático, o empresário não vai mais precisar assumir todas as taxas que uma maquininha requer. Para incentivar o uso do Pix no seu estabelecimento, outra artimanha bem pensada é a de ofertar descontos aos seus clientes que realizarem transações via Pix.

De acordo com os dados apurados por uma pesquisa realizada pelo setor de Inteligência de Mercado da Rede Globo, a cada 4 consumidores, 3 já escolheram um método de pagamento por conta dos descontos ofertados por aquele estabelecimento. Também segundo a pesquisa, 68% dos entrevistados afirmaram que podem aumentar o uso do Pix por conta de ofertas.

Experiência do cliente

O Pix do Banco Central vai melhorar a experiência dos clientes, seja em empreendimento físico ou virtual. Isso porque é uma forma de pagamento válida, moderna, segura, acessível e fácil de utilizar. E para melhorar, o atendimento é feito de forma mais rápida e eficaz.

Por exemplo, suponha que uma loja de conveniência — que funciona durante 24 horas — receba a sua visita. Você vai lá, faz a leitura do código QR e pronto, o pagamento estará aprovado e concluído em segundo.

No caso de um e-commerce, por exemplo, você monta o carrinho virtual com os itens da sua escolha. Na hora do checkout, basta confirmar a Chave Pix para transferência ou realizar a leitura do código QR. Já que o valor entra em questão de segundos, seus itens serão separados e enviados ao destino bem mais rápido.

Emissões ou transações mais econômicas

Segundo o Banco Central, o modelo de precificação e os valores das tarifas para pessoas jurídicas serão definidas por meio das instituições financeiras e de pagamentos. Para definir o seu, pesquise as instituições que ofereçam as melhores condições e faça a sua adesão.

Como isso funciona? Bom, em prática, vamos te dar um exemplo:
O custo do Pix para o varejo com a API Pix da “Marca da Joana” pode variar de R$ 0,01 a R$ 0,01, dependendo do valor recebido, + R$ 0,01 por Pix gerado.

  • Pix recebido com valor igual ou superior a R$ 90 — R$0,90
  • Pix recebido com valor inferior a R$ 90 — 0,99% do valor da transação
  • Geração de cobrança por Pix — R$ 0,01

Ou seja, o valor máximo cobrado por uma transação usando o Pix no varejo pela API Pix da “Marca da Joana” é de R$ 0,91. (R$ 0,01 + R$ 0,90).
Segurança para todos os envolvidos nas transferências e operações financeiras

Todas as operações feitas por meio do Pix seguem todos os protocolos de segurança preestabelecidos pelo Banco Central, além da adesão de uma nova camada de dispositivos de defesa e segurança incluídos em aplicativos bancários – meio pelo qual as operações via Pix são realizadas.

Dados criptografados, autenticação do pagador, biometria, entre outros. Esses serão alguns dos mecanismos que se certificarão de que todas as suas transações estão sendo realizadas da maneira mais correta e segura.

Como aderir o Pix no varejo?

Você já deve ter percebido que o Pix é fundamental para a sua conta jurídica, correto? Agora, veja como é simples fazer a adesão ao novo meio de pagamento.

É simples, basta estar conectado a uma instituição financeira e/ou de pagamento que seja autorizada pelo Banco Central e participante do Pix.

Em seguida, basta fazer a adesão da API Pix no seu estabelecimento, na frente de caixa, no ERP, no sistema do ponto de venda, entre outros.

O Pix e os outros meios de pagamento: quais as principais diferenças?

Até a chegada do Pix, todas as transferências bancárias entre contas da mesma instituição, ou de diferentes, eram feitas através de Documento de Ordem de Crédito (ou DOCs) e Transferência Eletrônica Disponível (TEDs).

Já a cobrança de pagamentos era geralmente feita apenas por meio de boletos bancários, cartões, dinheiro em espécie e transações físicas — na famigerada “boca do caixa”.

Também no passado não tão longe assim, essas mesmas operações demoravam cerca de dias até serem compensadas em sua maioria. Sem contar que cada pessoa costumava pagar uma taxa a cada TED ou DOC feito, ou dos riscos de sair por aí com notas e notas de reais no bolso.

Uma forma simples de acabar com todos os transtornos e burocracias desse antigo sistema foi a chegada do Pix, que passou a ser uma nova alternativa. Claro, os outros métodos ainda funcionam e operam no Brasil, no entanto, o Pix, comparado a cada um deles, é a forma mais rápida, barata e segura.

Veja a comparação entre o Pix e os demais métodos de pagamento disponíveis no Brasil.

Diferença entre o Pix e o TED, e a diferença entre o Pix e o DOC

As diferenças entre o Pix e o TED (Transferência Eletrônica Disponível) e o DOC “Documento de Ordem de Crédito” estão em praticamente todos os aspectos das operações. No caso do envio de dinheiro, no caso do Pix, é preciso apenas preencher a chave (código) do recebedor, que poderá ser o número do celular da pessoa, email, comando aleatório, entre outros. Já para quem vai enfiar um TED ou DOC, é necessário preencher o código do banco, agência, CPF ou CNPJ de quem irá receber.

Agora no lugar de quem vai receber, no Pix, o dinheiro cai em questão de segundos. Enquanto o recebedor do TED ou DOC ficará refém dos horários disponíveis para a operação, exceto quando o depósito for feito no horário — única opção na qual será depositado na sua conta na mesma hora.

O Pix pode ser feito 24h por dia, 7 dias por semana. Enquanto o TED e o DOC só podem ser feitos em dias úteis, das 6h da manhã às 17h30. Também não há limite máximo de valor para se realizar um Pix, enquanto o TED limita o seu uso até o valor de R$ 5.000, enquanto o DOC limita o valor até R$ 4.999,00. Já o receber do dinheiro, no caso de um Pix, será notificado de quando receber a transferência. Enquanto o recebedor do TED ou o DOC deverá entrar no aplicativo do banco, ou no caixa para verificar o valor na sua conta.

Diferença entre o Pix e o boleto bancário

A diferença entre o Pix e o boleto são um pouco menores, mas, mesmo assim, existem comparações inevitáveis. No Pix, por exemplo, o usuário poderá pagar o valor também via QR Code, enquanto o pagamento por boleto bancário terá de ser feito exclusivamente fazendo a leitura (ou digitação) do código de barras.

No Pix, como você já sabe, o recebimento do valor é feito na hora, enquanto o boleto poderá deixar o recebedor esperando até, pelo menos, 3 dias úteis. Enquanto no Pix você pode utilizar QR Codes há qualquer momento, geralmente, o boleto bancário possui normais que limitam o seu uso por mês (dependendo do banco) e, em algumas instituições, você terá de pagar um valor específico para utilizar o seu código de barras.

Diferença entre o Pix e o cartão de crédito

Caso ainda não tenha ficado claro, o Pix não funciona como um cartão de crédito. Portanto, ele não possui “crédito”. Para se fazer a transferência por este modo é preciso ter dinheiro na conta, ou pelo menos, ter saldo restante no cheque especial. Já com o cartão de crédito, é necessário possui crédito para o uso do cartão, que é o seu limite.

O cartão de crédito pode ser usado em diversas operações e estabelecimentos, seu uso pode ser virtual, em e-commerces, lojas físicas e em qualquer outro local que possua máquina. Já o pix, só pode ser enviado por meio do seu celular — mais especificamente, através do seu aplicativo do banco. Você já deve ter entendido que no Pix o pagamento é instantâneo. Em segundos o dinheiro já está nas mãos do recebedor. Já com o cartão de crédito, o valor pode demorar até 28 dias até chegar no recebedor.

O Pix também não possui anuidade. Com o cartão de crédito, ele dependendo da instituição financeira. O cartão de crédito BS2, por exemplo, é ofertado sem anuidade, o que pode ser uma grande redução de custos. Quanto ao seu pagamento, existe um dia fixo para o pagamento da fatura do cartão, ou seja, você poderá acumular gastos e pagá-lo após um mês.

E para finalizar, não é necessário adquirir outra máquina, além do celular, para utilizar o Pix. Enquanto uma loja ou recebedor específico, deverá comprar uma maquininha ou alugar para receber dinheiro via cartão de crédito.

Diferença entre o Pix e o cartão de débito

As diferenças entre o Pix e o cartão de débito não são tão gritantes assim. A principal discrepância é a necessidade da compra/aluguel de uma máquina para recebimento do valor por cartão de débito, e seu recebimento pode demorar até 2 dias úteis para “cair”. Enquanto no Pix tudo é mais instantâneo e sem necessidade adicional de adquirir novas máquinas ou instrumentos para lidar ou receber os pagamentos.

Pix é seguro mesmo?

Sim, o Pix é seguro. Bastante seguro. Segundo o Banco Central divulgou em um manual de segurança, em outubro de 2020, o novo sistema de pagamento segue todos os requisitos básicos que as demais instituições financeiras do país precisam seguir para poder funcionar legalmente.

O Pix conta com os mesmos protocolos de segurança do Sistema Financeiro Nacional, que também é utilizado para fazer os TEDs e os DOCs. Além dos procedimentos padrões, ele também adiciona mais camadas de seguranças oferecidas pelos bancos nos celulares, visto que o Pix funciona majoritariamente pelo celular, como biometria, reconhecimento facial, entre outros.

Sem contar que o sistema bancário brasileiro é um dos mais seguros do mundo. De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), os bancos gastam por ano cerca de R$ 2 bilhões para garantir a segurança em seus processos e, consequentemente, da instituição em si e seus clientes.

As transações feitas pelo Pix se encaixam na Lei Complementar n° 105/2001, do Sigilo Bancário, e na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) n° 13.709/2018.

Assim, garantindo que as instituições financeiras não utilizem os seus dados para comercialização. Outro ponto que ajuda a garantir a segurança do usuário é a autentificação e a criptografia, impedindo fraudes.

Veja todos os aspectos do Pix que ajudam a elevar a segurança do usuário:

Criptografia de dados

Para começo de história, vamos explicar um pouco o que é essa tal de criptografia. Ela é basicamente como uma check-list repleta de protocolos que devem ser seguidos para impedir outros agentes de ler mensagens privadas. Por exemplo, ao iniciar uma nova conversa no WhatsApp é possível ler uma frase no topo da janela informando que todas as mensagens são criptografadas. Com isso, basicamente, o que vai acontecer de uma tela para a outra (da pessoa com quem você está conversando) vai permanecer somente entre vocês. A menos que alguém fale ou mostre para alguém, claro.

No Pix, a criptografia vai funcionar como uma espécie de barreira. Dessa forma, hackers ou outros cibercriminosos serão impedidos de acessar os dados da sua transferência no momento em que ela acontece, de uma conta para outra, pois, durante essa ação, informações cruciais ficam mais “vulneráveis”. A criptografia é o escudo que irá proteger todas elas.

O Banco Central utiliza a criptografia para codificar dados pessoais e bancários de todas as pessoas envolvidas nas transações, e os transporta com toda segurança para a Rede do Sistema Financeiro Nacional, que confirma e finaliza a troca.

Limite para transações

Todas as instituições de pagamento e bancos que contam com o Pix podem mapear as transações de cada cliente.

Isto é, de acordo com o perfil do usuário, eles podem determinar um valor mínimo ou máximo para transação. Isso vai ajudar a evitar riscos de fraudes, lavagem de dinheiro, financiamentos criminosos, entre outros.

Marcadores de fraude

Como você já deve ter entendido sobre as chaves Pix, elas vão conter todas as informações dos usuários cadastrados, certo? Bom, e onde é que todas essas chaves ficam guardadas? A resposta é no Diretório de Identificadores de Contas Transacionais (DICT), outro sistema que vai agregar ainda mais valor na proteção e segurança das suas informações.

O DICT guarda dados e confirma a identidade de quem vai receber seu pagamento. Além disso, em casos de transações “suspeitas” (como nos exemplos supracitados no tópico anterior), ele vai confirmar se um valor que pode gerar desconfiança ao sistema é um golpe ou não.

Etapas de autentificação

Antes de uma transação acontecer, o usuário deverá confirmar sua identidade, seja por meio de biometria facial, toque do indicador, ou por alguma outra senha. Ninguém, além do portador de uma chave, terá permissão de realizar um Pix com ela.

A autenticação nada mais é que uma forma para confirmar a identificação do cliente e do agente financeiro. Ou seja, se um criminoso obtiver sua senha do app do banco, ele não poderá realizar transferências sem obter sua biometria. Entendeu?

Para ilustrar ainda mais, é isso que acontece quando um cliente faz uma transação: após a confirmação dos dados, o Banco Central confirma se o agente financeiro tem uma identidade verdadeira e aprova a transação.

Transação rastreáveis

Todas as transações feitas por Pix são rastreáveis, seja as que vão transferir um valor como as que vão receber um valor, já que todas as operações realizadas são imediatas e instantâneas e não contam com o intermédio de outro agente.

Ou seja, em caso de sequestros, por exemplo, será fácil identificar para onde o dinheiro do resgate estará caindo, facilitando a forma de encontrar o criminoso.

Motores que prevem fraude

O Pix também conta com motores antifraudes que identificam e bloqueiam todas as transferências que saem do perfil daquele usuário. Geralmente, o bloqueio tem de 30 minutos a uma hora e, na comprovação de fraude, o dinheiro não sai da conta do usuário.

Entretanto, mesmo com toda a segurança do mundo, infelizmente, alguns usuários ainda estão suscetíveis a serem vítimas de golpes ou fraudes por meio do Pix.

Veja quais as iscas comumente usadas para pegar os desprevenidos de plantão.

Tipos de golpes no Pix

Infelizmente, hackers e cibercriminosos estudam diariamente formas de burlar dados de usuários online, qualquer que seja a finalidade. E com o Pix, não seria diferente. Contudo, a Kaspersky, empresa de segurança digital, mapeou algumas práticas comuns que sinalizam golpes ou fraudes aos usuários do meio de pagamento digital.

Golpe do WhatsApp

Claro que o aplicativo número 1 do Brasil serviria como isca para que cibercriminosos abocanhassem novas presas. Os golpes realizados pelo app já eram conhecidos e ficaram ainda mais perigosos com a chegada do Pix no mercado.

Os mais comuns são aqueles em que os criminosos invadem uma determinada conta de WhatsApp e fingem ser a vítima para pedir dinheiro aos contatos. São aqueles que geralmente o criminoso inventa alguma desculpa para pedir dinheiro emprestado com a promessa de “pago em breve”.

O risco aqui está diretamente ligado à instantaneidade do Pix, que faz com que as transações se tornem menos complicadas, já que com poucos dados você realiza operações financeiras. Por isso, é preciso ficar atento aos contatos do seu celular e a mensagens suspeitas que podem vir deles. Além de conferir todos os dados do recebedor em questão antes de concluir uma transferência de dinheiro.

Phishing

Traduzido e conhecido como “pescaria virtual”, os golpes de Phishing encontraram na chegada do Pix um “mar de oportunidades”. Para roubar dados financeiros e informações pessoais, o método consiste na posse de uma figura de autoridade confiável, neste caso, um banco ou fintech, e se comunica com a presa como se fosse a própria instituição.

Por exemplo, sabe aqueles casos em que uma pessoa relata que foi contata por um banco X, mas que, na verdade, era um golpe? Isso é o Phising. Os criminosos enganam o alvo fazendo com que ela libere informações pessoais, como datas de nascimento ou senhas, além de CPF e outros dados que podem estar vinculadas às chaves Pix — como em alguns casos.

O pior do Phishing é que não importa quão seguro seja aquele banco ou fintech, o criminoso infelizmente vai conseguir ter acesso ao seu dinheiro graças a um pouquinho de persuasão e falta de atenção da vítima.

Alguns exemplos de uso do Phishing para clonar dados do Pix:

  • Os criminosos podem se passar por um banco e pedir que usuários registrem a sua chave Pix por meio de um site fake que simula um endereço válido e real;
  • Envio de SMS com texto chamativo e link com alguma palavra que remete à instituição financeira da qual a pessoa tem conta.
  • QR Code adulterado…Por permitir pagamentos via código QR, existem alguns designers que, sob o comando de cibercriminosos, montam digitalmente um código crível para que as pessoas o utilizem para realizar pagamentos e transferências.

No entanto, antes de confirmar a transação, você pode — e deve — checar com atenção todas as informações do pagador antes de apertar o “OK”.

Como se proteger contra golpes ou fraudes via Pix?

A cada dia, o registro de chaves no Pix aumenta vertiginosamente. Segundo o BACEN, em menos de 30 dias, quase 58 milhões de tokens foram cadastrados. E como mencionamos anteriormente, o sistema é seguro. Mas, não é só as medidas tomadas pelo Banco Central que vão segurar as suas informações. Você é o agente principal de tudo que acontecer em torno do seu cadastro.

A maior preocupação em relação ao grau de segurança oferecido pelo Pix está, na verdade, na mão dos consumidores. Isso porque existem diversas formas que cibercriminosos utilizam para tentar obter informações pessoais das pessoas. Por isso, todo cuidado é pouco.

Temos aqui uma lista de precauções que devem ser tomadas para garantir ainda mais seguridade ao seu uso do Pix. Confira:

Dicas de segurança para pessoas físicas

  • Confirme se a sua instituição faz parte do Pix. Disponível para mais de 700 instituições financeiras, dentre elas bancos, fintechs, empresas de pagamentos e cooperativas de crédito, não vai ser difícil descobrir se a sua conta tem ou não a adesão do novo método de pagamentos;
  • Se você iniciou agora a utilizar o Pix, preste atenção: não confunda a sua chaves Pix com a senha do Pix. Por exemplo, ao realizar uma transferência, você pode se confundir e informar o dado errado;
  • Dê uma olhada atenciosa aos terminais de pagamento via Near Field Communication (NFC): pagamento por proximidade. Isso porque podem existir terminais falsos que roubam dados dos clientes, algumas das quais podem ser associadas às chaves Pix;
  • Antes de realizar um pagamento via Pix, preste atenção aos dados do recebedor no Internet Banking ou no App do Banco;
  • Nunca compartilhe seu código de verificação recebido por SMS ou por E-mail;
  • Cadastre o seu Pix somente por meios oficiais das fintechs e/ou dos bancos da sua preferência;
  • Evite clicar em links vindo de SMS, e-mails, postagens nas redes sociais ou de mensageiros instantâneos vindos de instituições suspeitas e/ou desconhecidas, de pessoas que você não conhece, ou de remetentes com endereços estranhos;
  • Sempre verifique ou leia com atenção links estranhos que solicitam o envio de dados pessoais;
  • Não realize pagamentos utilizando conexões públicas de Wi-Fi em shoppings, bares, estádios, em qualquer outro lugar que você não tenha familiaridade ou de amplo uso. Pois, redes assim, estão suscetíveis a ataques de malwares e podem ter os seus dados roubados. Utilize o seu 3G ou 4G para realizar pagamentos, não é pesado;
  • Não forneça tokens ou senhas fora do aplicativo do seu banco, ou fintech, nem por telefone e especialmente por escrito;
  • Uma vez que você terminar de realizar a transação, feche o seu aplicativo móvel do banco. Evite deixá-lo rodando em segundo plano, pois seus dados podem ser expostos a outras pessoas e hackers;
  • Fique de olhe com e-mail desconhecidos similares ao layout daquele banco ou fintech da qual você é cliente. Especialmente daqueles que informam uma “mudança repentina” de senha ou alguma outra alteração do seu cadastro;
  • Tente cadastrar o máximo de informações possíveis em forma de chave em todas as instituições financeiras nas quais você possui conta. Desta forma, você vai impedir que outra pessoa utilize os seus dados para cadastro;
  • Suspeite de qualquer ligação informando que sua inscrição de chave Pix apresentou problemas e necessita ser refeita, ou informando outras orientações para corrigir falhas de segurança (geralmente, é um golpe);
  • Atualize sempre os aplicativos do seu banco, pois as versões atuais sempre vêm com falhas anteriores corrigidas deixando o seu celular vulnerável a ataques;
  • Não clique em nenhum tipo de link que prometa uma “surpresa” em troca de dados.
  • Um lembrete essencial: fintechs e instituições financeiras nunca solicitam que seus clientes forneçam senhas e/ou informações pessoais via chats, mensagens ou redes sociais.

Dicas de segurança para empresas:

Geralmente, as empresas têm menos motivos para se preocupar com a segurança do novo método de pagamentos online. Isso porque, assim como para contas de pessoas físicas, os dados para pessoas jurídicas também vão utilizar a mesma rede utilizada para todos os dados com Pix: Sistema Financeiro Nacional (SFN).

  • Treine seus funcionários e colaboradores quando ao uso do Pix e oriente-os quando aos golpes que estão sendo aplicados;
  • Cuidado com as informações da sua empresa e siga boas práticas do mercado;
  • Rotineiramente, realize análises de vulnerabilidades;
  • Corrija brechas que podem ser aproveitadas por um hacker;
  • Cadastre todas as chaves disponíveis em instituições financeiras (CNPJ, e-mail, telefones, etc).

Lembre-se: as soluções de pagamento online não são suas inimigas, e sim, companhias.

Para as empresas, o uso do Pix vai permitir pagamentos instantâneos, conseguirá controlar o grau de inadimplência por meio de pagamentos suspeitos de clientes (como cheques), gerenciar mais as finanças, renovar e autorizar mais cobranças recorrentes, entre outros.

É importante relembrar que a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) também vai proteger os clientes dos estabelecimentos que utilizam o Pix.

Caí em um golpe via Pix. E agora?

Embora a lista de dicas seja numerosa, elas não garantem 100% de segurança no seu uso do Pix. Isso porque você pode se desprevenir e cometer um erro crucial. Segundo o Sistema de Registro de Demandas do Cidadão (RDR/SISCAP) do Banco Central, existem coisas que um usuário do Pix pode realizar se cair em um golpe.

O primeiro passo é procurar a polícia e registrar um Boletim de Ocorrência (BO) para que o crime seja investigado. Lembrando que o BO pode ser registrado online ou na delegacia. Certifique-se de que, de fato, você foi vítima de um golpe antes de alertar às autoridades.

No BO, também tente apresentar todos os comprovantes que comprovem o golpe, como dados do Pix que foram utilizados, printscreens de mensagens enviadas, prints do extrato, entre outros.

Você também pode se aproveitar da ajuda do Procon, do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor, do seu estado ou município. Em casos mais graves, você pode acionar o Poder Judiciário para buscar a reparação pelo dano.

Se todas essas alternativas foram testadas, e você ainda não pôde receber o seu valor, faça uma reclamação formal, junto ao Banco Central, contra a instituição que recebeu os valores envolvidos no golpe. A instituição em questão poderá ser identificada no comprovante da transferência.

Conclusão

Agora que você aprendeu absolutamente tudo o que há de se saber sobre o Pix, chegou a hroa de você começar a utilizar essa verdadeira maravilha criada pelo BC. E sabe qual é o melhor? Ele está presente com você aqui no Banco Digital BS2, seja você uma pessoa física ou jurídica.

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