Planejamento financeiro: por onde começar?

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Esse é o primeiro texto da série “Vamos falar sobre”! Daqui em diante, compartilharemos dicas práticas com exemplos fáceis para ajudar nas principais dúvidas sobre finanças pessoais e serviços financeiros. Vamos juntos?

Se você não consegue explicar algo de forma simples, você não entendeu suficientemente bem. — Albert Einsten

Educação financeira não era um assunto muito popular até pouco tempo. Aliás, sabia que apenas 35% dos adultos são considerados financeiramente alfabetizados?. Entender sobre dinheiro não é complicado como a maioria pensa que é. Para ter estabilidade financeira, há fórmulas e hábitos que devemos seguir e, para isso, o importante é começar!

Por mais longa que seja a caminhada, o mais importante é dar o primeiro passo. — Vinícius de Moraes

Quando falamos sobre dinheiro e como poupar parao futuro, temos diferentes superstições, opiniões e dúvidas. Por isso, queremos conversar sobre ele de uma maneira prática e eficaz.

Como assim?

Quando pensamos em guardar dinheiro, poupança é a primeira coisa que vem à mente, não é? Seja um cofrinho de moedas em casa ou até guardar o dinheiro debaixo do colchão da cama. A verdade é que tudo começa bem de definirmos onde esse dinheiro será guardado.
Spoiler: cofrinho e poupança não são as melhores opções.

Para começar a poupança e manter as financas pessoais em dia, precisamos ter três coisas em mente:

  1. Definir como pouparemos;
  2. Saber o quanto conseguiremos guardar;
  3. Fazer isso sem prejudicarmos a qualidade de vida que temos!

Poupar dinheiro é possível?

Antes de pensarmos em guardar, precisamos saber como está a nossa vida financeira. “Afinal, quais são os meus gastos e ganhos?”

Não sabe como começar? Então, preencha a tabela abaixo com os seus ganhos (todas as entradas de dinheiro) e depois todos os seus gastos (todas as saídas de dinheiro). Independente do resultado, não se assuste com el, daremos dicas de como seguir daqui em diante. Vamos para as contas?






Para quem está começando, o primeiro passo é equilibrar os gastos e ganhos. Uma das coisas que muitas pessoas fazem é ter apenas uma fonte de entrada e várias fontes de saída. Por exemplo, a Juliana é CLT e recebe o salário uma vez por mês, mas ela não planeja os gastos e divide os pagamentos em diferentes datas. A fatura do cartão de crédito vence no começo do mês, o aluguel no último dia e as contas básicas (água, luz e internet), ela paga no décimo dia útil. Além disso, ela usa o cartão de débito durante todo esse tempo e sem se considerar essas contas.

Resultado? As chances de perder o controle são altas! Alguns gastos não conseguimos mudar a data, mas os que podemos planejar é sempre bom que caiam em uma data próxima entre eles e, além do mais, que a fonte de saída durante o mês seja única, ou seja, concentrar as despesas no cartão de crédito ou no cartão de débito, por exemplo.

No site da BOVESPA é possível encontrar uma planilha de controle de gastos, mas podemos também usar nosso próprio controle. O que não podemos é não ter controle das nossas finanças pessoais!

Há varias formas de realizarmos essa tarefa. Podemos fazer por aplicativos para celulares, planilhas ou manuais! No vídeo abaixo, nosso especialista em educação financeira nos dá dicas que nos ajudarão ainda mais:

Afinal, qual é o seu objetivo?

Muitos já tem o costume de guardar dinheiro, mas ainda assim não conseguem reservar para o longo prazo e não realizam o planejamento futuro. Então, para onde vai essa poupança e por que não economizar ainda mais?

Além de pouparmos, precisamos ter uma finalidade sólida. Qual é o seu objetivo? Comprar algo novo? Ter uma boa aposentadoria? Garantir o futuro dos filhos? Definir os objetivos e o valor que cada objetivo necessita para ser alcançado é o passo para o equilÍbrio das finanças pessoais. Assim, transformamos nossos sonhos em realidades e com um prazo para realizarmos!

Esse será o tema do nosso próximo texto da série!

Equilibre gastos e ganhos!

Quão previsível são os nossos ganhos? Vamos imaginar o Júlio, um profissional liberal e que trabalha por projetos. O trabalho dele é orçado pelo mercado ou há margem para aumento (lucro)? Daria para ter mais projetos em paralelo, dentro do tempo que ele está disposto a trabalhar? De onde podem vir ganhos extras?

Confira todos os seus gastos e os possíveis ganhos. Se você for CLT e, não tiver uma promoção em mente, não tem problema, daremos dicas. Agora, se for possível aumentar a sua renda, é importante examinar esse ponto.

Como lidar com os gastos?

Na parte dos gastos é mais fácil ter uma receita para seguir.

Existem dois tipos de gastos: os necessários e os desnecessários. Eles se dividem em fixos e variáveis em cada uma das categorias; por exemplo, um gasto com escola é um gasto necessário e fixo, um gasto com um boné de grife é, em geral, um gasto desnecessário e variável! Para todos esses que consideramos necessários, a necessidade é perguntar se eles estão controlados ou se há alternativas de menor custo com mesmo efeito.

Como assim? Vamos imaginar Amanda. Ela almoça fora de casa cinco dias na semana e o custo médio da refeição é de R$ 15 (considerando valores de São Paulo, em uma refeição balanceada). A mesma refeição, preparada em casa e levada para o local de trabalho, sairia por R$ 10, gerando uma economia de R$ 5 por dia (33%) e mais de R$ 100 por mês.
O gráfico abaixo mostra o resultado em um ano!

Já para gastos que não sejam necessários o segredo é cortar:

  • Sabe aquela corrida por aplicativo que poderia ser uma caminhada? R$ 7 economizados.
  • Aquele livro que você nunca lerá? No mínimo, mais R$ 15 de economia.
  • Aquela roupa que você já sabe que não precisa? R$ 50 de economia

Outra coisa importante é caso já tenha alguma dívida. Sabia que pagar sem renegociar pode ter uma diferença de mais de 50% no valor final? É sempre bom ver as condições para efetuar a renegociação ou mesmo, em casos extremos, pegar um empréstimo que tenha juros mais baixo que o valor atual do seu compromisso financeiro.

Um valor de R$ 10.000, pago em 24 meses, pode chegar ao valor final de R$ 11.568 a R$ 36.302, com juros entre 15,4% e 410,1%. Se já deixou de pagar alguma vez o crédito que tomou, provavelmente, caiu no pior caso. Renegociar pode não te levar para o melhor dos mundos, mas se evitar parte dos juros, você pode poupar alguns milhares de reais.

Faça com que as parcelas caibam no seu orçamento, não vá atrás de taxa por taxa, mas de uma negociação que feche o seu equilibrio mensal em valores positivos! Se a taxa for pior, mas uma parcela menor que te ofereça mais segurança, opte por ela. Por exemplo, se Bianca ganha R$ 3.000 (líquido) e, já tem R$ 2.000 comprometidos com outras contas, a parcela não deveria passar de R$400,00. Ao invés de se comprometer a pagar R$ 483 mensais, em 24 parcelas, esticar para 36 meses e pagar R$ 344 é uma possibilidade. O valor final em uma taxa de juros de 15,5% terá uma diferença menor que R$ 1.000 e a pessoa terá a garantia de não passar apertos para pagar as parcelas, pois deixou 20% do orçamento para gastos que eventualmente surgirão!

O dinheiro que você se propõe a poupar entra como gasto necessário e fixo!

Quando você começa a poupar, o valor deve ser um gasto fixo. No exemplo de Bianca, que ganha R$ 3.000 e tem R$ 2.000 comprometidos, se ela estiver conosco na missão de poupar, dentro desses R$ 2.000 está o valor que ela guardará, nem que seja R$ 100 para começar a trajetória, enquanto não paga o empréstimo que tinha.

Poupar é um hábito, um exercício frequente. Imagine quem consiga guardar R$ 100 mensais contra uma pessoa que guarde R$ 500 de vez em quando, quem você acha que terá mais ao fim de 10 anos? E quanto será esse valor?
Para encerrar e deixar essa reflexão, Trazemos o seguinte gráfico para ilustrar:.

Não é considerado nenhum rendimento através do investimento de dinheiro no período! A distribuição da pessoa guardar, ou não, os R$ 500 é randômica com chance de 15%.

Nos vemos logo mais!

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