ARTIGO: Conta internacional e a autonomia para brasileiros no exterior

Não é novidade que, com o mundo cada vez mais globalizado, a necessidade de movimentar dinheiro no exterior e em moeda estrangeira já é uma realidade para muitos, sejam pessoas físicas ou jurídicas. Os Estados Unidos seguem como o destino internacional mais procurado pelos turistas e, aproximadamente, 386 mil brasileiros realizaram intercâmbio de estudo ou trabalho no exterior em 2019, de acordo com a Pesquisa Selo Belta 2020, da Brazilian Educational & Language Travel Association.

Além disso, o grau de internacionalização das empresas brasileiras tem crescido, e elas já estão presentes em 89 países, em todos os continentes, segundo o estudo da Fundação Dom Cabral “Trajetórias FDC de Internacionalização das Empresas Brasileiras”. Também vem aumentando o número de pessoas jurídicas, como empreendedores, gamers e influencers, que trabalham com companhias internacionais e necessitam receber pagamentos em outras moedas.

Atualmente, a maior parte dos serviços de câmbio e envio de dinheiro para o exterior é muito burocrática, cara e demorada. Mesmo em casos de emergência, o prazo mínimo de muitas plataformas é um dia útil para realizar a operação. Outros problemas apontados pelos clientes são valor mínimo para movimentação, cobrança de altas taxas e flutuação constante do câmbio. Existe, ainda, a opção de manter conta em bancos no exterior, mas os impeditivos são muitos: altos custos, fuso horário e dificuldade de comunicação, já que o atendimento é feito em língua estrangeira.

Carlos Eduardo Tavares De Andrade Junior: Diretor Executivo de Câmbio do Banco BS2

O que muitos talvez não saibam é que já existem tecnologias e serviços disponíveis que funcionalidades como pagamentos e recebimentos de recursos do exterior e conversão instantânea de moedas 24 horas por dia, entre outros benefícios.

Aprovada pela Câmara dos Deputados em fevereiro desse ano, a nova lei cambial brasileira(PL 5387/19) dispõe sobre o mercado de câmbio, o capital brasileiro no exterior, o capital estrangeiro no País e a prestação de informações ao Banco Central do Brasil. Entre os temas discutidos no projeto de mudança da legislação está a possibilidade de pessoas e empresas passarem a poder ter conta em dólar ou em outras moedas dentro do Brasil.

A notícia é positiva para o mercado, mas ainda levará tempo até que todos os trâmites legais sejam realizados e os bancos e casas de câmbio possam oferecer esse serviço em território brasileiro, já que ainda não há data para que seja votada no Senado. Além disso, o Banco Central, que será o responsável por definir as regras para esse tipo de conta, já afirmou que essa questão não está entre suas prioridades. As contas oferecidas atualmente são realizadas por meio de agências internacionais próprias ou parceiras, e vinculadas à conta corrente em real que o cliente já possui no banco.

Possuir uma conta com saldo em moeda estrangeira é uma ótima opção para quem precisa movimentar dinheiro no exterior e não quer desembolsar altas taxas para isso. Ter autonomia e poder contar com essa opção, sempre que necessário, facilita a vida de quem possui alguma relação financeira em outro país, além de eliminar a burocracia e ampliar as possibilidades de negócios e a inserção dos brasileiros no exterior.

Carlos Eduardo Tavares De Andrade Junior é diretor executivo de Câmbio do Banco BS2

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